Cuba e Outras Ilhas se apresentam e discutem a importância da arte e a cultura

A banda Cuba e Outras Ilhas, formada por Alexandre Cuba (vocal e violão), Bob (baixo) e Fabricio Jah (bateria) fez três show neste sábado (21/03/2026).

A data do show, dia 21 de março, também marca três celebrações importantíssimas e que dialogam com a arte produzida pela banda Cuba e Outras Ilhas: o Dia Internacional das Florestas, O Dia da Eliminação da Discriminação Racial e o Dia Mundial da Poesia. A formação do grupo é composta por Alexandre Cuba (voz e violão), Bob (baixo) e Jah Fogo (baterista). A sonoridade do grupo incorpora rock com música popular brasileira, além de pitadas de soul music e funk norte-americano. A setlist é composta de covers e composições autorais. O repertório tocado incluiu clássicos como Jorge da Capadócia  de Jorge Ben Jor em um Pout Porri que conta com Racionais MC’s , Youssou N’Dour, Portshead e Fagner, “Trem Azul” de Lô Borges, “Vapor Barato” do Rappa e “Tive Razão” do Seu Jorge. Algumas das músicas escritas por Cuba e a banda tocadas naquele dia foram “Ele é Demais”, “Olhos Famintos”, “Sobre-Humana”, “Além da Alma” e “A Rua Te Abraça”. O técnico de som do evento foi Zé Koé e sua equipe, que também registrou a apresentação visualmente.

Apresentação da banda Cuba e Outras Ilhas na EMEF Palimércio (Foto: Zé Koé)

Apresentação da banda Cuba e Outras Ilhas na EMEF Palimércio (Foto: Zé Koé)

O sábado foi um dia ensolarado em grande parte do tempo e essa atmosfera estava presente na identidade do Cuba e Outras Ilhas: tanto no som quanto nas roupas dos músicos, que vestiam cores quentes e que remetiam a países tropicais.

Os artistas, que tiveram o evento produzido pela Trinca, começaram o dia com uma apresentação na EMEF Maria R.L. Pontes (Irmã Dulce) às 11h e depois, mais tarde, às 15h30, fez outro show na EMEF Coronel Palimércio de Rezende. Ambas as apresentações foram na zona sul de São Paulo e fazem parte de uma iniciativa do projeto Escola Aberta – em que escolas municipais abrem suas portas a todos para transformar o lugar em um espaço de convivência, lazer, cultura e troca comunitária. A entrada do evento foi gratuita.

O grupo encerrou a noite com às 23h30 no Cadoz Underground Beer, localizado na zona norte de São Paulo.

A equipe de comunicação da Trinca (formada por Conrado Parra e Nathaly Braga) além de filmar e fotografar os shows, conversou com os três artistas após a primeira apresentação. Confira abaixo a entrevista realizada na EMEF Irmã Dulce.

Qual a importância da arte e a cultura pra você?

Cuba: A arte e a cultura já fazem parte da minha vida a muito tempo, talvez de outra vida. É muito bom viver esse momento e poder produzir o meu trabalho, produzir outras pessoas e fazer conexões com muita gente. Isso pra mim faz toda a diferença. É o que me faz viver, o que me motiva, dentre outras coisas.

Bob: Eu acho que é tudo. É o que forma a juventude, o futuro, pra tudo. É importantíssimo em todos os sentidos.

 O baixista Bob (Foto: Zé Koé)

O baixista Bob (Foto: Zé Koé)

Jah: A arte e a cultura tem uma extrema importância porque ela consegue preencher algumas lacunas que na nossa sociedade precisam ser preenchidas, então a arte faz com que a gente desenvolva o nosso intelecto, o nosso espírito, a nossa sensibilidade. A arte e a cultura são muito importantes para que as pessoas tenham sensibilidade.

Quais são as suas principais influências musicais? E como elas se inserem na sonoridade de “Cuba e Outras Ilhas”?

Cuba: Eu tenho uma influência gigante… eu ouvia de tudo. Eu não tenho restrição quanto a nenhum tipo de arte, inclusive não só a música: a arte, artistas plásticos, a literatura, enfim, todo tipo de arte me influencia. Musicalmente, eu ouvi desde Jorge Ben até Led Zeppelin, então, a extensão é muito grande. E todos os trabalhos que eu faço musicalmente acaba reverberando essa influência. Como eu sou compositor por essência, as letras advém de inspirações de segmentos [como] barroco, parnasiano, coisas, enfim, [como] Aldous Huxley.

Bob: A base é a música popular brasileira, com influências também do pop mundial, influências latinas, do rock, do punk, geral.

Jah: A principal de todas é o reggae, mas eu também tenho muita influência com Tim Maia, com brasilidade, com MPB brasileira, Chico Buarque. Eu gosto muito de Bob Marley, gosto muito de Peter Tosh, mas também gosto muito de Djavan, então eu misturo um pouco do reggae, do funk, do soul e com isso eu consegui trabalhar com o Cuba e fazer a minha parte no Cuba e Outras Ilhas.

Alexandre Cuba

Alexandre Cuba (vocal e violão) durante apresentação do Cuba e Outras Ilhas (Foto: Zé Koé)

Deixe uma mensagem para quem não conhece o som do “Cuba e outras ilhas”. Por que as pessoas deveriam escutar Cuba e Outras Ilhas?

Cuba: Essa é, essa é uma pergunta que vale milhões, né? Por que as pessoas deveriam escutar? Uma que não é um dever, né? Elas poderiam ouvir para quem está aberto a coisas diferentes…e não diferente porque é melhor, mas porque é diferente. É uma coisa que eu faço de dentro, do meu coração. Tem as minhas influências, obviamente, mas eu queria dividir isso com outras pessoas, porque eu entendo que o meu trabalho é quase que uma recepção ali. Eu sou um receptor do universo. Alguém me passou isso no universo e eu quero dividir isso com quem quiser consumir. Sejam bem-vindos a esse Arquipélago Cuba e Outras Ilhas!

Bob: Eu acho que é um som bem legal, porque manda uma mensagem social. Não é só pra diversão, né? Tem uma mensagem ali. Acho que é muito importante a divulgação dessa mensagem.

Jah: Olha só… se você não conhece Cuba e Outras ilhas, é hora de você conhecer, porque é um som diferenciado, um som autoral, uma música cheia de poesia e cheia de significado, com uma qualidade musical muito boa. O Cuba é um grande artista, um grande compositor e uma grande pessoa, então se você não conhece Cuba e Outras Ilhas: essa é a hora de você conhecer!

O baterista Jah Fogo (Foto: Zé Koé)

O baterista Jah Fogo (Foto: Zé Koé)

Loading

Décimo primeiro episódio do Arteculando celebra o Mês da Mulher com as convidadas Karen Prado e Sara Saldanha

No décimo primeiro episódio do Arteculando, da Rádio Alvarenga TV, que foi exibido em 23 de março de 2026 via YouTube, o apresentador, artista e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu as convidadas Karen Prado e Sara Saldanha.

Sara Saldanha, Alexandre Cuba e Karen Prado (Foto: Conrado Parra)

Sara Saldanha, Alexandre Cuba e Karen Prado (Foto: Conrado Parra)

Sara Saldanha é gestora da Uniart – Escola de Desenho e Animação, onde transforma traços em histórias e dá vida aos desenhos. Aos 29 anos, trilha o caminho para se tornar roteirista no universo do cinema e do audiovisual, unindo criatividade e narrativa visual.

Karen Prado é vocalista da banda Pulsos (nomeada em homenagem à clássica composição da cantora baiana Pitty), compositora, estudante de guitarra e canto, além de ser arte educadora da rede Municipal de São Paulo.

A conversa falou sobre a experiência profissional e pessoal das duas convidadas com a arte. Karen, que se apresentou com a banda Pulsos na segunda edição do Palco Arteculando em fevereiro, também comentou sobre como foi cantar e tocar na região em que mora. A conversa também destacou o diálogo da arte com a educação. Prado, que também é professora, comentou sobre o uso que faz do cinema nas suas aulas. Sara também registrou sua paixão pelo setor audiovisual e o interesse por aprender mais sobre a redação de roteiros. Sara Saldanha e os alunos e alunas da Uniart estarão presentes no próximo Palco Arteculando de 27/03, que será localizado mais uma vez na Casa de Cultura Hip-Hop Sul com entrada gratuita.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

 

 

Loading

Décimo episódio do Arteculando recebe Luiz Lobato, gestor da Casa de Cultura Hip-Hop Sul

No décimo episódio do Arteculando, da Rádio Alvarenga TV, que foi exibido em 16 de março de 2026 via YouTube, o apresentador, artista e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu o artista e gestor cultural Luiz Lobato.

Luiz Lobato é artista periférico, produtor e gestor cultural, nascido e criado na Vila Joaniza, extremo sul da Cidade de São Paulo. Desde 1996 atua no Hip Hop e na cultura periférica, integrando coletivos como AFAVEL, 99 Probl3ms, Posse 4 Élos Hip Hop e Ndoto Cultural. Formado Técnico em Serviços Públicos pela ETEC CEPAM – USP, também possui capacitação em Elaboração de Projetos Culturais (CIEDS), Empreendedorismo Social (Anhembi Morumbi/Laureate Foundation) e participou do Núcleo de Consciência Negra da USP. Sua trajetória une música, gestão e militância cultural, consolidando-se como referência na promoção da arte e da cultura periférica. Atualmente é gestor da Casa de Cultura Hip Hop Sul, localizada no bairro Vila São Pedro, na zona sul de São Paulo.

Na conversa tradicional de pouco mais de uma hora de duração, Lobato compartilhou com Alexandre Cuba algumas memórias de sua infância que deixaram marcas eternas na sua personalidade. Ele cresceu na zona sul de São Paulo em uma casa cercada de muita riqueza musical, recheada por discos e equipamentos. Alguns artistas que ele citou como trilha sonora durante sua juventude foram Fundo de Quintal, Tim Maia, Cassiano e Leci Brandão; já no rap, foram nomes como Thaíde & DJ Hum e Ndee Naldinho. Lobato também comentou um pouco mais sobre sua gestão à frente da Casa de Cultura Hip-Hop Sul e a importância do envolvimento da comunidade local na construção e qualificação dos equipamentos culturais localizados em regiões periféricas da cidade de São Paulo.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Rádio Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

Loading

Artista plástica Malu Araújo fala sobre a exposição “Natureza Morta em Metal”

Malu Araújo apresenta a exposição “Natureza Morta em Metal” no Centro Cultural Santo Amaro

A artista plástica Malu Araújo, que nasceu em Janduís, no Rio Grande do Norte, e mora em São Paulo há 50 anos, apresenta sua exposição “Natureza Morta em Metal”, que estará em cartaz no Centro Cultural Santo Amaro a partir de 1 de abril de 2026. A equipe da Trinca Produtora, representada por Alexandre Cuba (fundador e gestor cultural) e Conrado Parra (jornalista e assessor de imprensa), esteve presente no Centro junto com a Malu Araújo para a visita técnica ao espaço que também receberá uma Vernissage em 03/04 com apresentação musical do mesmo Alexandre Cuba, músico e compositor.

Nós aproveitamos a visita para gravar uma curta entrevista com Malu para o quadro Intervenção Viva, do programa Arteculando. Confira abaixo a conversa entre Cuba e Malu. A entrevista foi editada para a melhor fluidez do texto. O vídeo da entrevista na íntegra está disponível no final da matéria.

Entrevista com Malu Araújo

Alexandre Cuba (Arteculando): Vamos falar um pouquinho rapidamente sobre a sua obra nesta exposição; ela propõe uma reflexão sobre o comportamento de uma sociedade marcada pelo consumo desenfreado e pela frieza das relações humanas. Malu, conta para a gente qual que foi o processo por trás das suas obras, dessas criações?

Malu Araújo: Olha… na verdade, no começo eu queria fazer só um quadro para mim mesma. Eu fiquei pensando… a inspiração veio daquelas obras, principalmente na cidade de São Paulo, em que as pessoas deixam um tapume e aí eles colocam os desenhos como se fosse uma cidade que fica muito longe, só mesmo o contorno, só a silhueta. Aí eu pensei: “Nossa, eu acho que eu quero fazer um quadro assim”. Aí veio em minha cabeça: vou fazer com tudo que eu achar de metal pela cidade de São Paulo.

Vou fazer um negócio transgressor, um negócio bem fora da caixinha. Eu acho que vou demorar uns 10 anos para conseguir todo esse material. E aí eu comecei a andar, prestei atenção e comecei a achar muito [material]. Logo percebi que seria bem mais fácil do que tinha imaginado. Foi quando entendi que isso precisaria ser falado. Então comecei: fiz um, depois outro e os demais foram acontecendo.

A partir do segundo trabalho, comecei a pensar numa história para compor uma exposição e que seria conveniente levar para a rede estadual de ensino, promovendo debate com os alunos. Depois percebi que seria difícil. As peças são pesadas para serem transportadas.
Optei por tentar expor em Centros Culturais. Confesso que trabalhei muito para chegar até aqui.

Alexandre Cuba (Arteculando): Maravilha. Indo nessa linha da inspiração… o conceito que tem por trás dessas obras… Tem um amigo que fala que a origem da palavra “afeto” tem o sentido de afetar, né? Então, eu imagino que a sua obra tem um objetivo específico de afetar as pessoas. Como você gostaria que isso afetasse as pessoas? Esse seu trabalho genuíno e provocador. Ele é bastante provocador nesse sentido do tempo atual.

Malu Araújo: Sim, então, quando eu comecei a fazer as peças, foi até um pouco desgastante, porque não é uma coisa que “Ah! Como é gostoso fazer, como eu fico relaxada.” Não. Por que eu fico pensando todo o tempo o quanto aquilo deve chocar quem estiver olhando. Existe o fator estético, de uma forma singela, porque eu não sou “a” artista plástica, mas o que estou entregando, acho bem razoável. Mas o que mais me interessa mesmo é que quem olhe […] se incomode, se sinta mal. Na verdade, ela não é feita para enfeitar, ela é feita para incomodar.

Alexandre Cuba (Arteculando): Eu acho maravilhoso você falar isso e ao mesmo tempo que ele é provocador, ele vem, ele tem que ter uma origem de inspiração, né? O que te inspira para chegar e desenvolver uma peça? Conheço algumas delas, não darei spoiler do que será. A estreia está prevista para dia primeiro de abril. Dia 3 estão todos convidados para uma vernissage aqui no Centro Cultural do Santo Amaro. Conta para a gente, você tem uma peça aqui que está em fase de finalização. Como é que te inspira essa ideia de transformar esse material, essa obra-prima, em uma obra grande?

Malu Araújo: Sabe, assim, eu não sei como vou começar ainda. Saio andando pela cidade e aquelas peças começam a aparecer na minha frente. Cada vez que vou fazer um trabalho novo, começam a aparecer coisas que combinam com a ideia original.
A essência deste trabalho leva a pensar que nem tudo está perdido, que ainda dá para fazer alguma coisa.

Alexandre Cuba (Arteculando): Eu vinha pensando sobre isso, Malu. Foi muito interessante você falar isso, porque de alguma forma o artista tem uma expectativa, obviamente, no retorno que o público vai ter sobre o trabalho, né? E ao mesmo tempo é uma coisa que… por mais que seja caótico, esse trabalho, a ideia, o conceito dele, mas no fundo é uma forma de esperança, né? Uma forma de trazer um pensamento confortante do tipo “gente, vamos mudar isso”. Tem como fazer isso, né?

Malu Araújo: Sim… Eu acho que a pessoa que se deparar com os meus trabalhos vai sair com o misto: um sanduíche de um incômodo e de um alívio. E ali pode ser o ponto inicial onde cada pessoa […] vai pensar em possibilidades [do] que ela vai poder fazer. Não é que eu acredite demais na humanidade, mas, enquanto eu estiver aqui, eu tenho que continuar tentando.

Alexandre Cuba (Arteculando): É o papel do artista, né? Eu brinco que a gente, enquanto artista, tem meio que um papel de receptor, né? Aí você recebe essas informações do universo, do cosmo, e aí você tem que dividir isso para pelo menos ressaltar e sinalizar para a população mundial de que a gente precisa mudar esse negócio.

Malu Araújo: Na última exposição que eu fiz, que foi mais fechada assim, teve uma pessoa que estava visitando, que falou assim: “É, tá caótico, mas tem uma certa poesia”. Eu falei: “Sim, tem, né?” Eu não quero que quem veja, saia destruída… a gente fala às vezes de flor…

Alexandre Cuba (Arteculando): Tem uma poesia. É isso, pessoal. Então, dia primeiro de abril, aqui no Centro Cultural Santo Amaro, estão todos convidados para essa exposição fantástica da Malu Araújo: “Natureza morta em metal”. E tende a ser um trabalho incrível. Por 30 dias estaremos por aqui. No dia 3, terei a honra de abrir essa exposição com algumas canções de minha autoria que conversam um pouco com essa provocação da Malu. E eu tô muito satisfeito de estar nesse momento com ela e a gente espera todos vocês aqui para ver essa arte, essa artista incrível Malu Araújo. Obrigado, Malu.

Malu Araújo: Eu fico muito envaidecida de estar com você na abertura. Você cantando, tocando lindamente. Será uma grande abertura.

Alexandre Cuba (Arteculando): Maravilha! É isso, até lá, um beijo!

Serviço:

🗓️ 01/04 às 15h
📍 Av. João Dias, 822 – Santo Amaro, São Paulo – SP
🎟️ Entrada Gratuita | Classificação Livre

Vernissage:

🗓️ 03/04 às 16h
🎸 Alexandre Cuba (Voz e Violão)
🌯 Kitutes para convidados

Loading

Nono episódio do Arteculando recebe a psicanalista Nilza Bueno

No nono episódio do Arteculando, da Rádio Alvarenga TV, que foi exibido em 9 de março de 2026 via YouTube, o apresentador, artista e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu a psicanalista Nilza Bueno.

Além de psicanalista, Nilza Bueno é comunicadora e especialista em Resiliência Científica aplicada ao desenvolvimento humano e profissional. Ela atua com foco em saúde mental, autorregulação emocional e performance sustentável, integrando ciência, escuta qualificada e prática cotidiana.

Bastidores do nono episódio do Arteculando com participação de Nilza Soares (Foto: Gabriel Gonçalves)

A conversa de uma hora com Alexandre Cuba debateu temas como empreendedorismo, autoconhecimento, maturidade emocional e psicologia humana. No programa, Nilza desmistificou o conceito de “resiliência” para a audiência e também compartilhou dicas práticas para os artistas emergentes lidarem melhor com seu trabalho e sua carreira.

“Ter a Nilza como parceira, amiga e conselheira significa alimentar um diferencial que poucos valorizam e creditam às suas próprias trajetórias. Poder contar com uma referência intelectual de enorme conquista da vida: A chamada Mestra”, comentou o apresentador Alexandre Cuba.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Rádio Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

 

Loading

Oitavo episódio do Arteculando recebe João Carlos Corrêa, diretor cultural do Memorial da América Latina

No oitavo episódio do programa Arteculando, da Rádio Alvarenga TV e afiliados, que foi exibido em 2 de março de 2026 via YouTube, o apresentador e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu João Carlos Corrêa como convidado.

João Carlos Corrêa é Diretor de Atividades Culturais da Fundação Memorial da América Latina, com mais de 40 anos de atuação no serviço público. Construiu trajetória estratégica no Senado Federal e em instituições como Funarte, Banco do Brasil e Infraero, sempre com foco em gestão cultural e articulação institucional. Ele também é mestrando pelo IDP (SP) e pelo PROLAM/USP, pesquisador em políticas públicas e integração latino-americana, além da atuação como Publisher e Conselheiro Editorial da revista Memorial Cultural e como membro do Conselho Editorial da revista Nossa América.

Alexandre Cuba e João Carlos Corrêa (Foto: Conrado Parra)

Alexandre Cuba e João Carlos Corrêa (Foto: Conrado Parra)

Ele trouxe a edição mais recente da revista Memorial Cultural, que é dedicada ao México, como um presente para o Arteculando e mostrou o interior da publicação durante sua participação no programa. Ela é fruto de uma parceria do Memorial com os alunos do curso de pós-graduação de jornalismo cultural e de entretenimento do Centro Universitário Belas Artes desde 2024.

A conversa de uma hora com transmissão ao vivo rendeu uma troca genuína entre pontos de vista complementares sobre a importância da arte e da cultura para a sociedade. A experiência de João e do apresentador Alexandre Cuba com a gestão cultural foi um dos pontos recorrentes da discussão.

João Carlos falou um pouco mais aprofundadamente sobre sua gestão como diretor cultural no Memorial da América Latina, posição que ocupa há 3 anos, quando se mudou para São Paulo vindo de Brasília. Destacou a importância da integração cultural latino-americana, uma das missões do próprio Memorial. Corrêa falou sobre o interesse pela identidade “latino-americana” despertada pela aparição do artista porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl. Além da arte brasileira que vem sendo premiada internacionalmente, João falou de outras escolas de cinema latino-americanas que mereciam mais reconhecimento, como a cubana.

Ele também comentou sobre sua vasta experiência no serviço público e sua passagem pela Funarte – que marcaram muito sua história e lhe renderam a habilidade de articular a arte e cultura nos bastidores da política. Além disto, o convidado também compartilhou sua experiência transformadora com a arte via dança. Por 18 anos, ele trabalhou com academias de dança. Além disto, comentou com muita emoção sobre a experiência transformadora no projeto “Perfume de mulher”, que durou dois anos, voltado a pessoas cegas e com baixa visão.

“Um momento ímpar poder falar de cultura com uma personalidade expressiva, acessível e gigante como o João e a instituição na qual ele representa.”, comentou Alexandre Cuba depois da gravação do oitavo episódio do Arteculando.

🎬O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Rádio Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora. Assista no link ou abaixo.

 

Loading

Segunda edição do Palco Arteculando une música e dança em celebração da cultura na zona sul paulista

A segunda edição do Palco Arteculando aconteceu na última sexta-feira (27/02), mais uma vez na Casa de Cultura Hip-Hop Sul.

A programação começou com a apresentação tradicional de Alexandre Cuba, gestor cultural, artista e idealizador do projeto.

Ele apresentou os integrantes da banda Pulsos, formada por três mulheres e um homem. A banda foi formada por alunas (Karen Prado no vocal, Carina Dias no baixo e Ana Luiza na bateria) da Tech Art Musical, localizada próxima à região, e o professor André Moraes (guitarra). O nome é uma homenagem à cantora baiana Pitty.

O repertório do grupo contou com covers da própria Pitty como “Máscara”, “Admirável Chip Novo”, “Teto de Vidro”, e também com composições autorais da banda, como “Another Day” e “Black Cat”.

Depois do show, houve apresentação de balé das alunas e alunos da Escola de Dança Pássaro Azul.

Alguns fizeram shows solo e outros acompanhados. As coreografias foram feitas pela professora Madaly Dellima e pela aluna Ana Clara, que também se apresentou. As músicas tocadas durante a apresentação, em ordem cronológica, foram: “The Cheek of Night” de Abel Korzeniowski, “Satanella Male Variation”, “Young and Beautiful” da Lana Del Rey, “I Wanna Be Yours” do Arctic Monkeys e “Enemy” do Imagine Dragons.

O evento contou com a colaboração dos alunos das oficinas de Produção Cultural (ministrada por Alexandre Cuba) e Audiovisual (ministrada por Juliano Angelin, que comandou a captação audiovisual do evento).

A alimentação do público foi feita pelo Shawarma do Sheik e a captação do evento em vídeo foi feita por Gabriel Gonçalves da agência Caixote Digital.

O próximo Palco Arteculando acontece em 27/03, também na Casa de Cultura Hip-Hop Sul, assim como as duas primeiras edições.

🗓️ 27/03 às 16h
📍 Rua Sant’Ana, 201 – Vila São Pedro
🎟️ Entrada Gratuita | Classificação Livre

​Presenças confirmadas:
🎸 Banda D’Jorge
💃 Academia de Dança Pássaro Azul (a confirmar)
🌯 Ateliê Sabor & Amor Eventos
🎓 Alunos de Música, Produção Cultural e Audiovisual

Loading

Sétimo episódio do Arteculando recebe Juliano Angelin e André Moraes

No sétimo episódio do programa Arteculando, da Rádio Alvarenga TV e afiliados, que foi exibido em 23 de fevereiro de 2026, o apresentador e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu os convidados Juliano Angelin e André Moraes. 

 

Juliano Angelin é videomaker, multiartista e educador do Grajaú. Além disto, ele atua há mais de 10 anos como arte-educador em equipamentos culturais da cidade de São Paulo. No audiovisual, transita entre direção, direção de fotografia e edição, com produções experimentais e documentários de cunho libertário e antirracista.

 

André Moraes é músico e produtor com mais de 20 anos de estrada. Ele se formou pelo Conservatório Interlagos, EM&T e UNIMES. Já atuou como professor, técnico de áudio e produtor de diversos artistas e projetos. Há 15 anos está à frente da Escola Tech Art Musical, formando músicos e promovendo grandes eventos.

🎬

 

O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Rádio Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

 

Loading

Sexto episódio Arteculando recebe Dinho Rodrigues

No sexto episódio do programa Arteculando, da Rádio Alvarenga TV, o apresentador e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu o convidado Dinho Rodrigues. A edição foi exibida em 16 de fevereiro de 2026.

Dinho Rodrigues é neto-sobrinho de Tarsila do Amaral. Além disto, é produtor cultural com experiência no acompanhamento de contratações, controle, suporte à gestão de dados e processos de projetos e produtos culturais e artísticos, editais e curadoria com interlocuções entre artistas e setores públicos. Atualmente, Rodrigues atua no setor imobiliário, mas continua fazendo conexões e pensando em soluções para a classe artística.

A conversa de uma hora discutiu o carnaval, a riqueza cultural da região da Barra Funda, a história de Dinho com as escolas de samba Unidos da Peruche e Gaviões da Fiel.

Assista ao episódio completo abaixo ou diretamente no canal de YouTube da Rádio Alvarenga TV.

 

Loading

Quinto episódio do Programa Arteculando debate as militâncias culturais dos gestores Guilherme Bonfim e Camilo Torres

No quinto episódio do Arteculando, da Rádio Alvarenga TV, que foi exibido em 9 de fevereiro de 2026, o apresentador e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu os convidados Guilherme Bonfim e Camilo Torres. Tradicionalmente, o programa costuma contar sempre com dois participantes para estimular o debate – mediado pelo Cuba – entre a criação artística e os bastidores que envolvem a gestão cultural. Bonfim já esteve nos dois lados da disputa: primeiro na posição de artista e depois na posição de contratante.

Guilherme Bonfim é dramaturgo e diretor formado pela Escola de Arte Dramática da USP e autor de mais de vinte peças teatrais. Ele também foi o fundador do primeiro Conselho Municipal de Cultura e o vencedor do Prêmio Ademar Guerra. Além disto, ele também se destaca como gestor cultural em importantes espaços de São Paulo, contribuindo para o fortalecimento das políticas culturais e da produção artística independente.

Camilo Torres é ator, palhaço e produtor cultural premiado pelo ProAC, com presença marcante na Virada Cultural e em festivais do Brooklin, bairro tradicional da zona sul de São Paulo. Ele desenvolve trabalhos que levam humor, poesia e reflexão para escolas, ruas e diferentes espaços culturais da cidade.

A conversa, que como de costume durou pouco mais de uma hora, foi sobre as trajetórias de ambos nas militâncias culturais, suas experiências na gestão pública, os desafios da produção cultural (tanto pelo lado dos gestores como pelos artistas) e o papel da arte em todas suas vertentes como uma ferramenta de transformação e inclusão social. 

Guilherme é dramaturgo e falou de sua experiência teatral. Ele está montando uma peça desde março e contou as dificuldades para conseguir financiamento do poder público. Mesmo com todas essas atribulações, o artista está empenhado em encenar seu espetáculo em breve (22 de maio) no Teatro Pinheiros One. Já o Camilo é um palhaço e grande parte da sua experiência vem do circo. O artista destacou como o circo chega a áreas periféricas que outras artes não chegam.

O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora.

Loading