Arteculando #27 recebe a atriz e apresentadora Priscilla Rosa

A edição #27 do Arteculando, programa apresentado pelo artista e gestor cultural Alexandre Cuba, foi exibida nesta segunda-feira (12/07) e recebeu a convidada Priscilla Rosa.

Priscilla é atriz, apresentadora e arte-educadora. Ela é formada pelo teatro da PUC de São Paulo, com cursos em instituições como SP Escola de Teatro, Globe Institute e Braapa Escola de Atores. Além disto, também foi integrante do grupo Trapo por 8 anos, tendo participado da montagem e circulação de mais diversos espetáculos como “Senhora, sertão, menina”, “O banquete no Éden” e o monólogo “Eu, Chica”. Atualmente integra o elenco do coletivo Projeto Crioulos, no qual participa de duas peças: “Vida bandida” e “Mitologia Tropikal”.

Na entrevista de uma hora, Priscilla falou sobre sua carreira e fez uma reflexão sobre a semelhança entre os artistas e as crianças.

“A gente nasce artista, né? Toda criança é um artista. Tem essa máxima de que todo artista é uma criança que não desistiu, porque é isso: a gente nasce com arte na gente e aos poucos a gente vai se podando, conforme cresce, para caber socialmente, a gente acaba se podando, né?”, comentou.

Ela também falou sobre sua formação acadêmica, os cursos que fez e como eles moldaram sua carreira no teatro.

“Cara, eu acho que, o que mais ganhei com isso foi a variedade mesmo, a diversidade. E isso agregou demais assim na minha formação, né? Eu passei por inúmeros espaços, inúmeros mestres e isso me fez ter uma visão ampla do do fazer teatral, da arte como um todo, de forma geral, e poder explorar n linguagens.”

Priscilla também destacou os papéis que interpretou e falou de quando viveu Chica da Silva, personagem icônica da história brasileira.

“É muito incrível ter feito essa personagem que, vira e mexe, o Brasil, o grande público se debruça novamente sobre a história dela, né? Ela vai ser tema de samba-enredo no próximo carnaval. É uma personagem atualíssima e faz a gente se debruçar, refletir sobre a nossa história enquanto Brasil”, disse.

Assista ao episódio #27 do Arteculando abaixo. Todos os programas estão disponíveis no canal da Alvarenga TV no YouTube.

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Arteculando #26 recebe o artista e gestor cultural Mestre Fininho

A edição #26 do Arteculando, programa apresentado pelo artista e gestor cultural Alexandre Cuba, foi exibida nesta segunda-feira (06/07) e recebeu Mestre Fininho como convidado.

Mestre Fininho é mestre de “Kapuera”, multiartista, responsável pela criação de saraus e projetos de hip hop. Ele já participou de diversos projetos sociais e movimentos de moradia, atuou como gestor na Casa de Cultura do Ipiranga Chico Science, tendo a primeira gestão de 2020 a 2023 e a atual gestão desde março de 2025. Fininho já passou um período em Angola realizando pesquisas fotográficas, registrando o cotidiano de lugares importantes do país.

A capoeira é uma parte importantíssima da identidade e da história de Mestre Fininho. Durante a entrevista para o Arteculando, ele destacou o papel e a importância da oralidade na transmissão do conhecimento feita por mestres da capoeira como ele.

“A oralidade é muito importante, é o que a capoeira faz, o mestre transmite através da oralidade. Ele vai falar, ele vai contar histórias, ele vai direcionar o seu aluno: falar sobre sociedade,sobre política, sobre o ser um ser político,o quanto isso te afeta e o quanto você tem que entender isso. Coisas que a escola não vai falar: nós vamos falar de revoluções, de lutas”, comentou.

O amor pela música e a curiosidade por aprender a tocar os instrumentos musicais envolvidos na capoeira foram o que o atraíram para a capoeira inicialmente. Fininho compartilhou um pouco mais dessa história na conversa de uma hora com Alexandre Cuba.

“Mano, isso mudou a minha vida. (…) é uma luta, é um esporte também, mas a música, a musicalidade — isso era um diferencial na capoeira, cara. (…) Era uma oportunidade de aprender a tocar, ter o contato com a música. O meu contato foi porque eu gostava de música, já desde molequinho, na fanfarra, tá ligado? E aí a capoeira, quando eu vi, ela me tocou. Aí, quando falaram que eu podia aprender aquilo, aí eu entrei”, relembrou Fininho.

Conheça essa e mais histórias assistindo à entrevista completa com o Mestre Fininho!

Assista ao episódio #26 do Arteculando abaixo. Todos os programas estão disponíveis no canal da Alvarenga TV no YouTube.

 

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Arteculando #25 debate educação e música com Tabata Mendes e Fino Dflow

O programa Arteculando, que é apresentado pelo artista e gestor cultural Alexandre Cuba, aconteceu tradicionalmente nesta segunda-feira (29/06) e recebeu convidados muito especiais para o episódio #25: Tabata Mendes e Fino Dflow.

Tabata é produtora cultural, produtora de eventos, palestrante, oficineira e empresária. Ela falou um pouco mais sobre sua experiência profissional no episódio.

Eu desde muito cedo já atuava com eventos. (…) Sou produtora de eventos e divido o “evento” do “cultural” porque acho que tem uma diferença, né? Mas desde muito cedo eu atuava com produção de eventos, que era produzir festas, trabalhar em festas, fazer aqueles aniversários da família. Comecei fazendo aniversário de família, fazendo festa em escola e sempre gostei desse lado criativo de lidar com com a arte. Eu acho que fazer eventos é uma arte, fazer festas é uma arte. Você cria um sonho mesmo na produção cultural ou fazendo uma festa, complementa Tabata.

Fino é multiartista, poeta e arte-educador. O rap foi uma grande influência na sua carreira e ele compartilhou um pouco mais sobre sua relação com esse gênero musical no Arteculando. Sua experiência com o estudo de sonoplastia foi decisiva para sua formação artística.

Eu entrei na SP Escola de Teatro para fazer sonoplastia e aí é um curso intensivo, são dois anos, um curso técnico. E aí foram várias experimentações, cara, de poder entender aquilo que o hip hop já me trazia de camadas, de samples, de ter acesso a equipamento, de pensar a estrutura do som, o que que é o som com uma atmosfera, que ele pode trazer, formar, pensar artisticamente, disse Fino.

Ambos são parceiros no coletivo Saraund System e no projeto @literaturaemrap e compartilharam um pouco mais da sua experiência com esse importantíssimo trabalho de democratização de conhecimento e cultura por meio da música!

Tudo começa com o Flow, com esse ímpeto quando ele criou. E aí ele foi articulando essas pessoas que se tornaram essa rede do Saraund System. Para nós, ele representa esse trabalho coletivo, onde a gente se articula, fomentando a galera, fomentando a economia criativa. Porque eu acredito que a gente precisa se articular para as coisas acontecerem, comentou Tabata.

Assista ao episódio #25 do Arteculando abaixo. Todos os programas estão disponíveis no canal da Alvarenga TV no YouTube.

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Arteculando #24 recebe a comunicadora Marfim Rosa

Nesta segunda-feira (22/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba, criador do programa semanal Arteculando, recebeu Marfim Rosa como convidada. Ela é comunicadora, estrategista de conteúdo e produtora de eventos. Além disto, Marfim atua no digital desde 2013, à frente do ecossistema Marfim Rosa, desenvolvendo estratégias, conteúdos e experiências que conectam Beleza 50+, Empoderamento, Diversidade, Empreendedorismo e Longevidade.

A entrevista de uma hora com Cuba falou de vários temas importantes para Marfim, como sua presença no universo digital, empoderamento, a importância da diversidade, os desafios do mundo atual e muito mais.

Sobre o empoderamento, Rosa destacou durante a conversa:

O empoderamento, muitas vezes, para a mulher é a questão financeira, porque você tendo a possibilidade de você se manter, a liberdade financeira, você sai de relações de abuso. E eu não digo só em casa, mas digo de trabalho, você se pertencer melhor. Então o empoderamento ele sempre foi com essa questão da mulher se sentir: “Eu sou bonita, eu sou importante, mas eu preciso ter conhecimento”. Conhecimento que vem do empreendedorismo, que vem também de estudar. Não falo que necessariamente você precisa ser uma pessoa acadêmica, sempre que puder seja, mas de você ter conhecimento. O conhecimento está em todas as áreas.

O papo também passou pelo ecossistema digital e como ele mudou durante os últimos anos, além da visão da sociedade em relação a pessoas negras.

A transformação digital veio muito na questão de acessos, de ocupar espaços, da gente poder ter um pouco de qualidade em tudo que a gente estava fazendo, na cultura, na educação e a gente poder pertencer, porque não é a questão chata sempre de querer fazer esse recorte social, mas não tem como. Se eu chegar em qualquer lugar, do jeito que eu tô aqui, não adianta eu falar de qualquer especificação, qualquer prêmio que eu tenha, o que eu fiz nesses meus quase 52 anos, porque o que vai chegar primeiro é o meu cabelo, é a minha pele.

Assista ao episódio #24 do Arteculando com participação de Marfim Rosa abaixo.

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Arteculando #23 recebe o músico Claudio Goldman

Nesta segunda-feira (15/06), Alexandre Cuba — artista, gestor cultural e apresentador do Arteculando — recebeu Claudio Goldman, artista com 40 anos de trajetória como cantor, pianista e compositor. Seu currículo é gigantesco e fala por si mesmo. Ele construiu uma carreira marcada por versatilidade: da direção do Movimento Coral do Estado de São Paulo a temporadas internacionais, de jingles para grandes marcas a musicais como Pour Elise e Concertando a Broadway. Goldman foi indicado a prêmios como o Sharp e o Visa, além de ter integrado o elenco da versão brasileira de O Fantasma da Ópera. Suas músicas estão na rádio Antena 1 e sua atuação como Chazán (cantor litúrgico) reforça sua ligação com a comunidade judaica.

Claudio nasceu em uma família repleta de músicos, e isso teve uma influência profunda na sua carreira. Ele contou um pouco mais sobre isso durante a entrevista.

A minha mãe aprendeu piano, dava aula de violão e começou carreira de cantora quando a gente era pequeno. Chegou a cantar no mesmo palco que o Chico Buarque, Elis Regina. E a família não via isso com bons olhos naquela época (…) e deram um jeito dela parar de cantar. Depois ela virou artista plástica. E o meu pai era formado em piano clássico, mas virou engenheiro, depois virou político. Nunca seguiu. Mas a minha mãe já levava a gente com 3 anos de idade, eu e o meu irmão, para estudar percussão na FAAP. Depois aos 7 anos eu comecei a estudar bateria,  mas não segui como baterista. E depois eu fiquei com ciúme do meu irmão que tocava piano. Aí aos 12 anos eu comecei a estudar piano, eu tô com 64 agora. Eu toco piano desde os 12.

No final do episódio, Goldman respondeu à pergunta tradicional de Alexandre Cuba sobre “qual é o caminho?”, que é feita sempre no final de cada Arteculando.

O caminho do sucesso. Agora o caminho pra gente ser mais saudável emocionalmente, eu acho que a arte ajuda muito. Então, se você não toca, não canta, não faz arte, mas curte, parabéns, entendeu? Invista nessa sensibilidade, porque a nossa sociedade tá muito embrutecida. É só o dinheiro que fala e todo mundo se agredindo na rua. Então, acho que a arte cura, a arte salva. Já me salvou muitas vezes. E se você faz arte, é isso aí, cara. Independente de sucesso ou não, independente se é a sua atividade principal ou não, invista na arte, cara, porque a gente precisa disso, precisa de um respiro.

Assista ao episódio #23 do Arteculando com Claudio Goldman abaixo!

 

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Arteculando #22 discute audiovisual periférico com o cineasta Daniel Fagundes

No 22º episódio do Arteculando, que foi exibido nesta segunda-feira (08/06), o apresentador, gestor cultural e artista Alexandre Cuba recebeu o poeta e cineasta Daniel Fagundes.

O programa transmitido via YouTube e aplicativo da Rádio Alvarenga TV foi uma verdadeira aula sobre audiovisual, poesia, cultura popular e cinema periférico. Daniel comentou sobre sua experiência com a produtora @caramujapma (fundada por ele), o @ibira_lab (que ele é coordenador), o @_blocodobeco e também sobre a 3ª Mostra de Cinema de Várzea, que começa em 19/06 e vai até 19/07 no Jardim Ibirapuera. A programação completa da Mostra está disponível no site oficial do evento.

Daniel Fagundes comentou sobre como começou na poesia, passou pela música, aprendeu com o audiovisual e a pedagogia e depois foi juntando esses saberes para criar algo único que pudesse ser compartilhado com os seus semelhantes.

Em 2005, eu encontro uma galera num outro curso e a gente funda o NCA, que é um núcleo de comunicação alternativa. E nesse processo, a gente começa a produzir uma série de documentários, ficções e videoclipes para a galera do bairro, pensando muito numa coisa de tomar uma certa autonomia desse processo. Porque, depois que a gente faz um curso numa oficina, principalmente essas oficinas que no começo dos anos 2000 bombaram na quebrada, você ficava meio desnorteado depois, você fala: “Pô, isso aqui é muito louco, é da hora”. Só que você se depara com a realidade de que você não tem câmera, você não tem computador, o acesso é muito difícil. E a gente se juntou para pensar alternativas de como fazer isso.

Sua trajetória profissional e artística se espalhou por toda a zona sul de São Paulo, e ele compartilhou um pouco mais sobre essas histórias que o definiram. Fagundes foi aluno de oficinas e depois se tornou professor.

No cenário cultural da quebrada, tinha muita gente que não conseguia divulgar e ter a eficiência comunicativa que o audiovisual tem, né? E a gente começou a fortalecer essa possibilidade junto de alguns grupos. A primeira oficina que eu fiz foi no espaço chamado Faca, que era de uns camaradas lá do Jardim das Imbuias, subindo pro Grajaú. E esses caras tinham uma célula meio anarcopunk, onde se produzia uma série de materiais, tinha um estúdio também, as bandas tocavam, faziam uma série de atividades, eles falavam: “A gente quer fazer um curso de fotografia para ajudar a galera a ter um portfólio melhor para apresentar”.

Assista a esse episódio imperdível abaixo ou acesse o canal da @alvarenga.tv no YouTube!

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Arteculando #21 debate a potência da arte com a atriz Mollis Serradura

Nesta segunda-feira (01/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Mollis Serradura na 21ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do YouTube e no app da rádio — sempre às 19h.

Mollis Serradura, como é conhecida no meio artístico, é uma atriz formada em 2009 pela USJT em Artes Cênicas e em 2024 pela SP Escola de Teatro, na linha de estudo de atuação. Foi assistente de produção da Cia de Teatro Nois na Mala em A Vila dos Macacos; na Virada Paulista integrou o elenco de Coreomania pelo Coletivo Dramática. Ela é cofundadora dos coletivos teatrais Negrur4, Os Crias e Coletivo 23.

Mollis falou um pouco mais sobre sua relação com o teatro e a recepção de sua família quando ela anunciou que queria estudar esta área.

Eu lembro que eu falei: “Ah, vou fazer teatro”. E a minha mãe tinha todo e qualquer argumento para falar: “Não, vai fazer uma faculdade que te dê dinheiro”. Mas ela super apoiou desde o início. Então eu fiz a São Judas lá em 2007. Me formei em 2009 “.

Após o término da faculdade, ela acabou optando por trabalhar na área de telemarketing, mas nunca deixou de ser artista, como contou durante a entrevista.

Eu fui para esse universo do telemarketing. Fiquei bons anos lá, mas no começo com atendimento, só que depois eu fui pra área de treinamento. Porque eu via a pessoa dando treinamento e falava: “Ah, isso aí eu sei fazer”. Então, se eu ficar aí dando treinamento, todo dia vou ter plateia. (…) Eu lembro de ter visto isso, o Jota.pê (músico), ele falando que trabalhou com várias coisas ao longo da vida, mas ele nunca deixou de ser artista e a gente nunca deixa de ser artista.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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Arteculando #20 debate gestão cultural com Priscila Machado

Nesta segunda-feira (25/05), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Priscila Machado na 20ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do Youtube e no app da rádio — sempre às 19h.

Priscila Machado é mestra em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV, além de pós-graduada em Produção Audiovisual Multiplataformas pela Universidade Anhembi Morumbi e em Inovação, Empreendedorismo e Projetos na Economia Digital pela Universitat de Barcelona.

Ela possui MBA em Gestão de Projetos pela USP, é especialista em Produção Cultural, tem graduação em Produção Audiovisual, formação técnica em Biblioteconomia e atua há 24 anos com produção cultural. O currículo de Priscila é inesgotável; a convidada também é realizadora audiovisual, cineclubista e pesquisadora.

Organizadora do livro “Memórias de um São: Mapeamento e Memória Cultural da Região de São Mateus” e por mais de seis anos, ela trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, atuando nas Casas de Cultura. Atualmente é codiretora executiva do Instituto Criar.

Na tradicional entrevista de uma hora, Priscila falou sobre sua trajetória no audiovisual, sua experiência no MIS e em Casas de Cultura e os desafios dos gestores culturais. A convidada também contou um pouco mais sobre sua história pessoal; ela nasceu na zona sul, mas se mudou para a zona leste quando ainda era nova. Ela deixou marcas na cultura por todo lugar que passou e compartilhou um pouco dos bastidores dessa história no Arteculando.

“Meus sonhos desde pequena, acho que desde os 10 anos já era trabalhar com cinema. Fui pro teatro, comecei no teatro, aí de repente fui estudar mecânica (risos). Eu me formei como mecânica de automóvel e aí entrei num projeto que chamava ‘Lideranças’, numa ONG, a gente começou a estudar, a escrever um boletim informativo para jovens. E aí comecei a olhar um pouco pra rádio, a fazer entrevista pra rádio AM. E aí eu conheci o Instituto Criar, onde eu fui fazer o curso quando eu tinha 17 anos e onde eu tô trabalhando hoje, me formei lá.”, comentou.

 

“Eu lembro quando eu fui gestora da Casa de Cultura São Mateus, eu falava bastante pras pessoas: “Não adianta tá ali só na hora de inaugurar o espaço. Você tem que estar lá sempre. E não é só deixar nas costas do gestor, outras pessoas precisam estar porque é um espaço de todo mundo. Se as pessoas não estão lá, elas têm que entender que é um espaço também dela. Todo mundo é responsável por aquilo. E para chegar em um público potencial que não conhece ainda, a gente precisa batalhar muito para fazer formação de público e é o tempo inteiro”, complementou Priscila.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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Arteculando #19 recebe Marcos Di Assis (Diá MC) para discutir teatro, música e cinema

Nesta segunda-feira (18/05), no canal da Alvarenga TV no YouTube, o décimo nono episódio do Programa Arteculando, programa apresentado por Alexandre Cuba — produtor cultural, artista e idealizador do projeto —, recebeu o artista Marcos Di Assis no estúdio DRK, que é localizado na zona sul de São Paulo-SP. 

A conversa tradicional de uma hora rendeu uma troca riquíssima de histórias e sensibilidades sobre arte e cultura em geral. Marcos Di Assis (Diá MC, seu nome artístico na música) falou sobre sua trajetória em Irecê, a cultura nordestina, a influência de sua criação familiar, os principais capítulos de sua carreira musical, sua experiência no teatro e na atuação em geral, no meio audiovisual e também no cinema.

Entre os tópicos discutidos no Arteculando #19, o convidado falou sobre a diferença entre teatro e cinema — duas áreas caríssimas a ele. Diá também respondeu a uma pergunta do espectador sobre suas influências no audiovisual e citou o ator consagrado Wagner Moura e o diretor cearense Karim Aïnouz.

“No teatro, a gente é expansivo porque (…) eu  apresentando pra 200 pessoas, tem gente realmente muito longe. Então a voz é mais expansiva e a expressão [também]. A câmera, ela lhe busca, não tem necessidade, por isso às vezes tem filme que a gente assiste, sobretudo nos Estados Unidos e parece que o povo  sussurrando, nem mexe a boca direito. Os filmes do Kleber têm muito isso, porque o Kleber tem muito isso também.”
Marcos Di Assis também falou sobre sua visão em relação à arte. Para ele, não existe certo e errado na arte. Para isto, citou sua experiência pessoal ao assistir “O Agente Secreto”, filme indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional de 2026, que é dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura.

“Eu acho ruim a gente ficar muito com essa coisa de certo e errado na arte.  Vou dar um exemplo básico aqui: eu assisti ‘O Agente Secreto’ e sinceramente, teve uma coisa no final que eu (…) não gostei, só que eu entendi. Eu falei: “Entendi, diretor, o que queria me causar’, porque às vezes não é pra gostar mesmo. Às vezes é pra incomodar. (…) É pra afetar. Tem hora que o objetivo, inclusive de alguns diretores em alguma cena, pode ser incomodar e você ficar incomodado.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.
 

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Arteculando #18 recebe Jarbas Mariz, lenda viva da música brasileira

Exibido nesta segunda-feira (11/05) no canal do YouTube da TV Alvarenga, o décimo oitavo episódio do Programa Arteculando, programa apresentado por Alexandre Cuba — produtor cultural, artista e idealizador do projeto —, recebeu o artista Jarbas Mariz no DRK Studio.

Em sua riquíssima carreira musical, Jarbas já colaborou com artistas históricos da música brasileira como Tom Zé, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Ele compartilhou todas essas histórias durante a entrevista.

Martiz participou do lendário projeto “Paêbirú” (1974), um dos discos mais raros da atualidade, e levou uma edição física desse disco para mostrar ao vivo aos espectadores do Arteculando. Seu compacto “Transas do Futuro” (1977) foi considerado um dos 100 discos mais audaciosos do Brasil. Suas músicas foram gravadas por gigantes da MPB como Gilberto Gil, Chico César e muitos outros. Por 32 anos, Jarbas integrou a banda de Tom Zé. Ele também fez parte da Psicodelia Nordestina; seu nome está inscrito nesse capítulo importantíssimo da história da música brasileira.

O programa começou com o quadro Mapa Cultural, que destaca as principais atrações artísticas e culturais da metrópole paulista em cartaz em centros como o Sesc Santo Amaro, a Casa de Cultura Júlio Guerra e o Memorial da América Latina.

A conversa de pouco mais de uma hora começou com Cuba perguntando ao Jarbas sobre os primórdios de sua carreira no ano de 1968 em João Pessoa. Mariz comentou um pouco mais aprofundadamente sobre os bastidores por trás da criação dos grupos Pedras Rolantes e Os Selenitas. 

A entrevista de uma hora passou voando e o espectador pode conhecer mais a fundo uma grande parte da história musical de Jarbas Mariz. O convidado também detalhou o processo por trás de sua participação em “Paêbirú”, disco de Lula Côrtes e Zé Ramalho:
Na época, o Zé Ramalho conheceu o pessoal de Recife, né? O Zé Ramalho tocava no conjunto da gente lá em João Pessoa e a gente era muito amigo. E o Zé Ramalho conheceu a galera de Recife, Lula Cêrtes, Alceu e tal. E, nessa época, Lula Cortes tava fazendo uma série de discos pela Rosenblitz lá. Começou com o primeiro disco dele, que é o Sativa, né? Ele e Laíson tocando tricó de viola de 12. Depois ele lançou o Marcone Notário (…) Aí chegou para mim lá: “(…) Tu conhece a galera de Recife? (…) vou te levar para conhecer a galera lá”. Aí me levou (…) fui gravar o “Paêbirú” e fiquei amigo da galera de Recife até hoje, comentou Jarbas.
O apresentador Alexandre Cuba também perguntou a Jarbas sobre a sensação que o convidado tem ao ouvir suas composições na voz de gigantes da música como Gilberto Gil e Chico César. Mariz também comentou sobre as colaborações recentes e históricas com Zé Ramalho.
“Não posso nem dizer definir Gilberto Gil, né? (…) É prazeroso demais, dá uma satisfação grande. Isso é que alimenta a gente, né? Alimenta a alma, a vontade de você compor mais, de criar mais, né? Chico César é um parceiro, um grande parceiro lá de João Pessoa, que a gente se conhece e trabalha junto e tem músicas novas. (…) O Zé Ramalho também, que é parceiro meu de muito tempo de de antigamente, e agora eu tive prazer de ele cantar comigo também no meu disco. Isso é muito bacana, bicho. É muito bacana”, afirma Jarbas Mariz.
🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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