Arteculando #24 recebe a comunicadora Marfim Rosa

Nesta segunda-feira (22/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba, criador do programa semanal Arteculando, recebeu Marfim Rosa como convidada. Ela é comunicadora, estrategista de conteúdo e produtora de eventos. Além disto, Marfim atua no digital desde 2013, à frente do ecossistema Marfim Rosa, desenvolvendo estratégias, conteúdos e experiências que conectam Beleza 50+, Empoderamento, Diversidade, Empreendedorismo e Longevidade.

A entrevista de uma hora com Cuba falou de vários temas importantes para Marfim, como sua presença no universo digital, empoderamento, a importância da diversidade, os desafios do mundo atual e muito mais.

Sobre o empoderamento, Rosa destacou durante a conversa:

O empoderamento, muitas vezes, para a mulher é a questão financeira, porque você tendo a possibilidade de você se manter, a liberdade financeira, você sai de relações de abuso. E eu não digo só em casa, mas digo de trabalho, você se pertencer melhor. Então o empoderamento ele sempre foi com essa questão da mulher se sentir: “Eu sou bonita, eu sou importante, mas eu preciso ter conhecimento”. Conhecimento que vem do empreendedorismo, que vem também de estudar. Não falo que necessariamente você precisa ser uma pessoa acadêmica, sempre que puder seja, mas de você ter conhecimento. O conhecimento está em todas as áreas.

O papo também passou pelo ecossistema digital e como ele mudou durante os últimos anos, além da visão da sociedade em relação a pessoas negras.

A transformação digital veio muito na questão de acessos, de ocupar espaços, da gente poder ter um pouco de qualidade em tudo que a gente estava fazendo, na cultura, na educação e a gente poder pertencer, porque não é a questão chata sempre de querer fazer esse recorte social, mas não tem como. Se eu chegar em qualquer lugar, do jeito que eu tô aqui, não adianta eu falar de qualquer especificação, qualquer prêmio que eu tenha, o que eu fiz nesses meus quase 52 anos, porque o que vai chegar primeiro é o meu cabelo, é a minha pele.

Assista ao episódio #24 do Arteculando com participação de Marfim Rosa abaixo.

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Arteculando #23 recebe o músico Claudio Goldman

Nesta segunda-feira (15/06), Alexandre Cuba — artista, gestor cultural e apresentador do Arteculando — recebeu Claudio Goldman, artista com 40 anos de trajetória como cantor, pianista e compositor. Seu currículo é gigantesco e fala por si mesmo. Ele construiu uma carreira marcada por versatilidade: da direção do Movimento Coral do Estado de São Paulo a temporadas internacionais, de jingles para grandes marcas a musicais como Pour Elise e Concertando a Broadway. Goldman foi indicado a prêmios como o Sharp e o Visa, além de ter integrado o elenco da versão brasileira de O Fantasma da Ópera. Suas músicas estão na rádio Antena 1 e sua atuação como Chazán (cantor litúrgico) reforça sua ligação com a comunidade judaica.

Claudio nasceu em uma família repleta de músicos, e isso teve uma influência profunda na sua carreira. Ele contou um pouco mais sobre isso durante a entrevista.

A minha mãe aprendeu piano, dava aula de violão e começou carreira de cantora quando a gente era pequeno. Chegou a cantar no mesmo palco que o Chico Buarque, Elis Regina. E a família não via isso com bons olhos naquela época (…) e deram um jeito dela parar de cantar. Depois ela virou artista plástica. E o meu pai era formado em piano clássico, mas virou engenheiro, depois virou político. Nunca seguiu. Mas a minha mãe já levava a gente com 3 anos de idade, eu e o meu irmão, para estudar percussão na FAAP. Depois aos 7 anos eu comecei a estudar bateria,  mas não segui como baterista. E depois eu fiquei com ciúme do meu irmão que tocava piano. Aí aos 12 anos eu comecei a estudar piano, eu tô com 64 agora. Eu toco piano desde os 12.

No final do episódio, Goldman respondeu à pergunta tradicional de Alexandre Cuba sobre “qual é o caminho?”, que é feita sempre no final de cada Arteculando.

O caminho do sucesso. Agora o caminho pra gente ser mais saudável emocionalmente, eu acho que a arte ajuda muito. Então, se você não toca, não canta, não faz arte, mas curte, parabéns, entendeu? Invista nessa sensibilidade, porque a nossa sociedade tá muito embrutecida. É só o dinheiro que fala e todo mundo se agredindo na rua. Então, acho que a arte cura, a arte salva. Já me salvou muitas vezes. E se você faz arte, é isso aí, cara. Independente de sucesso ou não, independente se é a sua atividade principal ou não, invista na arte, cara, porque a gente precisa disso, precisa de um respiro.

Assista ao episódio #23 do Arteculando com Claudio Goldman abaixo!

 

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Arteculando #22 discute audiovisual periférico com o cineasta Daniel Fagundes

No 22º episódio do Arteculando, que foi exibido nesta segunda-feira (08/06), o apresentador, gestor cultural e artista Alexandre Cuba recebeu o poeta e cineasta Daniel Fagundes.

O programa transmitido via YouTube e aplicativo da Rádio Alvarenga TV foi uma verdadeira aula sobre audiovisual, poesia, cultura popular e cinema periférico. Daniel comentou sobre sua experiência com a produtora @caramujapma (fundada por ele), o @ibira_lab (que ele é coordenador), o @_blocodobeco e também sobre a 3ª Mostra de Cinema de Várzea, que começa em 19/06 e vai até 19/07 no Jardim Ibirapuera. A programação completa da Mostra está disponível no site oficial do evento.

Daniel Fagundes comentou sobre como começou na poesia, passou pela música, aprendeu com o audiovisual e a pedagogia e depois foi juntando esses saberes para criar algo único que pudesse ser compartilhado com os seus semelhantes.

Em 2005, eu encontro uma galera num outro curso e a gente funda o NCA, que é um núcleo de comunicação alternativa. E nesse processo, a gente começa a produzir uma série de documentários, ficções e videoclipes para a galera do bairro, pensando muito numa coisa de tomar uma certa autonomia desse processo. Porque, depois que a gente faz um curso numa oficina, principalmente essas oficinas que no começo dos anos 2000 bombaram na quebrada, você ficava meio desnorteado depois, você fala: “Pô, isso aqui é muito louco, é da hora”. Só que você se depara com a realidade de que você não tem câmera, você não tem computador, o acesso é muito difícil. E a gente se juntou para pensar alternativas de como fazer isso.

Sua trajetória profissional e artística se espalhou por toda a zona sul de São Paulo, e ele compartilhou um pouco mais sobre essas histórias que o definiram. Fagundes foi aluno de oficinas e depois se tornou professor.

No cenário cultural da quebrada, tinha muita gente que não conseguia divulgar e ter a eficiência comunicativa que o audiovisual tem, né? E a gente começou a fortalecer essa possibilidade junto de alguns grupos. A primeira oficina que eu fiz foi no espaço chamado Faca, que era de uns camaradas lá do Jardim das Imbuias, subindo pro Grajaú. E esses caras tinham uma célula meio anarcopunk, onde se produzia uma série de materiais, tinha um estúdio também, as bandas tocavam, faziam uma série de atividades, eles falavam: “A gente quer fazer um curso de fotografia para ajudar a galera a ter um portfólio melhor para apresentar”.

Assista a esse episódio imperdível abaixo ou acesse o canal da @alvarenga.tv no YouTube!

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Arteculando #21 debate a potência da arte com a atriz Mollis Serradura

Nesta segunda-feira (01/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Mollis Serradura na 21ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do YouTube e no app da rádio — sempre às 19h.

Mollis Serradura, como é conhecida no meio artístico, é uma atriz formada em 2009 pela USJT em Artes Cênicas e em 2024 pela SP Escola de Teatro, na linha de estudo de atuação. Foi assistente de produção da Cia de Teatro Nois na Mala em A Vila dos Macacos; na Virada Paulista integrou o elenco de Coreomania pelo Coletivo Dramática. Ela é cofundadora dos coletivos teatrais Negrur4, Os Crias e Coletivo 23.

Mollis falou um pouco mais sobre sua relação com o teatro e a recepção de sua família quando ela anunciou que queria estudar esta área.

Eu lembro que eu falei: “Ah, vou fazer teatro”. E a minha mãe tinha todo e qualquer argumento para falar: “Não, vai fazer uma faculdade que te dê dinheiro”. Mas ela super apoiou desde o início. Então eu fiz a São Judas lá em 2007. Me formei em 2009 “.

Após o término da faculdade, ela acabou optando por trabalhar na área de telemarketing, mas nunca deixou de ser artista, como contou durante a entrevista.

Eu fui para esse universo do telemarketing. Fiquei bons anos lá, mas no começo com atendimento, só que depois eu fui pra área de treinamento. Porque eu via a pessoa dando treinamento e falava: “Ah, isso aí eu sei fazer”. Então, se eu ficar aí dando treinamento, todo dia vou ter plateia. (…) Eu lembro de ter visto isso, o Jota.pê (músico), ele falando que trabalhou com várias coisas ao longo da vida, mas ele nunca deixou de ser artista e a gente nunca deixa de ser artista.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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