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Arteculando #22 discute audiovisual periférico com o cineasta Daniel Fagundes

No 22º episódio do Arteculando, que foi exibido nesta segunda-feira (08/06), o apresentador, gestor cultural e artista Alexandre Cuba recebeu o poeta e cineasta Daniel Fagundes.

O programa transmitido via YouTube e aplicativo da Rádio Alvarenga TV nesta segunda-feira (08/06) foi uma verdadeira aula sobre audiovisual, poesia, cultura popular e cinema periférico. Daniel comentou sobre sua experiência com a produtora @caramujapma (fundada por ele), o @ibira_lab (que ele é coordenador), o @_blocodobeco e também sobre a 3ª Mostra de Cinema de Várzea, que começa em 19/06 e vai até 19/07 no Jardim Ibirapuera. A programação completa da Mostra está disponível no site oficial do evento.

Daniel Fagundes comentou sobre como começou na poesia, passou pela música, aprendeu com o audiovisual e a pedagogia e depois foi juntando esses saberes para criar algo único que pudesse ser compartilhado com os seus semelhantes.

Em 2005, eu encontro uma galera num outro curso e a gente funda o NCA, que é um núcleo de comunicação alternativa. E nesse processo, a gente começa a produzir uma série de documentários, ficções e videoclipes para a galera do bairro, pensando muito numa coisa de tomar uma certa autonomia desse processo. Porque, depois que a gente faz um curso numa oficina, principalmente essas oficinas que no começo dos anos 2000 bombaram na quebrada, você ficava meio desnorteado depois, você fala: “Pô, isso aqui é muito louco, é da hora”. Só que você se depara com a realidade de que você não tem câmera, você não tem computador, o acesso é muito difícil. E a gente se juntou para pensar alternativas de como fazer isso.

Sua trajetória profissional e artística se espalhou por toda a zona sul de São Paulo, e ele compartilhou um pouco mais sobre essas histórias que o definiram. Fagundes foi aluno de oficinas e depois se tornou professor.

No cenário cultural da quebrada, tinha muita gente que não conseguia divulgar e ter a eficiência comunicativa que o audiovisual tem, né? E a gente começou a fortalecer essa possibilidade junto de alguns grupos. A primeira oficina que eu fiz foi no espaço chamado Faca, que era de uns camaradas lá do Jardim das Imbuias, subindo pro Grajaú. E esses caras tinham uma célula meio anarcopunk, onde se produzia uma série de materiais, tinha um estúdio também, as bandas tocavam, faziam uma série de atividades, eles falavam: “A gente quer fazer um curso de fotografia para ajudar a galera a ter um portfólio melhor para apresentar”.

Assista a esse episódio imperdível abaixo ou acesse o canal da @alvarenga.tv no YouTube!

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Arteculando #21 debate a potência da arte com a atriz Mollis Serradura

Nesta segunda-feira (01/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Mollis Serradura na 21ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do YouTube e no app da rádio — sempre às 19h.

Mollis Serradura, como é conhecida no meio artístico, é uma atriz formada em 2009 pela USJT em Artes Cênicas e em 2024 pela SP Escola de Teatro, na linha de estudo de atuação. Foi assistente de produção da Cia de Teatro Nois na Mala em A Vila dos Macacos; na Virada Paulista integrou o elenco de Coreomania pelo Coletivo Dramática. Ela é cofundadora dos coletivos teatrais Negrur4, Os Crias e Coletivo 23.

Mollis falou um pouco mais sobre sua relação com o teatro e a recepção de sua família quando ela anunciou que queria estudar esta área.

Eu lembro que eu falei: “Ah, vou fazer teatro”. E a minha mãe tinha todo e qualquer argumento para falar: “Não, vai fazer uma faculdade que te dê dinheiro”. Mas ela super apoiou desde o início. Então eu fiz a São Judas lá em 2007. Me formei em 2009 “.

Após o término da faculdade, ela acabou optando por trabalhar na área de telemarketing, mas nunca deixou de ser artista, como contou durante a entrevista.

Eu fui para esse universo do telemarketing. Fiquei bons anos lá, mas no começo com atendimento, só que depois eu fui pra área de treinamento. Porque eu via a pessoa dando treinamento e falava: “Ah, isso aí eu sei fazer”. Então, se eu ficar aí dando treinamento, todo dia vou ter plateia. (…) Eu lembro de ter visto isso, o Jota.pê (músico), ele falando que trabalhou com várias coisas ao longo da vida, mas ele nunca deixou de ser artista e a gente nunca deixa de ser artista.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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Arteculando #20 debate gestão cultural com Priscila Machado

Nesta segunda-feira (25/05), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Priscila Machado na 20ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do Youtube e no app da rádio — sempre às 19h.

Priscila Machado é mestra em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV, além de pós-graduada em Produção Audiovisual Multiplataformas pela Universidade Anhembi Morumbi e em Inovação, Empreendedorismo e Projetos na Economia Digital pela Universitat de Barcelona.

Ela possui MBA em Gestão de Projetos pela USP, é especialista em Produção Cultural, tem graduação em Produção Audiovisual, formação técnica em Biblioteconomia e atua há 24 anos com produção cultural. O currículo de Priscila é inesgotável; a convidada também é realizadora audiovisual, cineclubista e pesquisadora.

Organizadora do livro “Memórias de um São: Mapeamento e Memória Cultural da Região de São Mateus” e por mais de seis anos, ela trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, atuando nas Casas de Cultura. Atualmente é codiretora executiva do Instituto Criar.

Na tradicional entrevista de uma hora, Priscila falou sobre sua trajetória no audiovisual, sua experiência no MIS e em Casas de Cultura e os desafios dos gestores culturais. A convidada também contou um pouco mais sobre sua história pessoal; ela nasceu na zona sul, mas se mudou para a zona leste quando ainda era nova. Ela deixou marcas na cultura por todo lugar que passou e compartilhou um pouco dos bastidores dessa história no Arteculando.

“Meus sonhos desde pequena, acho que desde os 10 anos já era trabalhar com cinema. Fui pro teatro, comecei no teatro, aí de repente fui estudar mecânica (risos). Eu me formei como mecânica de automóvel e aí entrei num projeto que chamava ‘Lideranças’, numa ONG, a gente começou a estudar, a escrever um boletim informativo para jovens. E aí comecei a olhar um pouco pra rádio, a fazer entrevista pra rádio AM. E aí eu conheci o Instituto Criar, onde eu fui fazer o curso quando eu tinha 17 anos e onde eu tô trabalhando hoje, me formei lá.”, comentou.

 

“Eu lembro quando eu fui gestora da Casa de Cultura São Mateus, eu falava bastante pras pessoas: “Não adianta tá ali só na hora de inaugurar o espaço. Você tem que estar lá sempre. E não é só deixar nas costas do gestor, outras pessoas precisam estar porque é um espaço de todo mundo. Se as pessoas não estão lá, elas têm que entender que é um espaço também dela. Todo mundo é responsável por aquilo. E para chegar em um público potencial que não conhece ainda, a gente precisa batalhar muito para fazer formação de público e é o tempo inteiro”, complementou Priscila.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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Quinto episódio do Programa Arteculando debate as militâncias culturais dos gestores Guilherme Bonfim e Camilo Torres

No quinto episódio do Arteculando, da Rádio Alvarenga TV, que foi exibido em 9 de fevereiro de 2026, o apresentador e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu os convidados Guilherme Bonfim e Camilo Torres. Tradicionalmente, o programa costuma contar sempre com dois participantes para estimular o debate – mediado pelo Cuba – entre a criação artística e os bastidores que envolvem a gestão cultural. Bonfim já esteve nos dois lados da disputa: primeiro na posição de artista e depois na posição de contratante.

Guilherme Bonfim é dramaturgo e diretor formado pela Escola de Arte Dramática da USP e autor de mais de vinte peças teatrais. Ele também foi o fundador do primeiro Conselho Municipal de Cultura e o vencedor do Prêmio Ademar Guerra. Além disto, ele também se destaca como gestor cultural em importantes espaços de São Paulo, contribuindo para o fortalecimento das políticas culturais e da produção artística independente.

Camilo Torres é ator, palhaço e produtor cultural premiado pelo ProAC, com presença marcante na Virada Cultural e em festivais do Brooklin, bairro tradicional da zona sul de São Paulo. Ele desenvolve trabalhos que levam humor, poesia e reflexão para escolas, ruas e diferentes espaços culturais da cidade.

A conversa, que como de costume durou pouco mais de uma hora, foi sobre as trajetórias de ambos nas militâncias culturais, suas experiências na gestão pública, os desafios da produção cultural (tanto pelo lado dos gestores como pelos artistas) e o papel da arte em todas suas vertentes como uma ferramenta de transformação e inclusão social. 

Guilherme é dramaturgo e falou de sua experiência teatral. Ele está montando uma peça desde março e contou as dificuldades para conseguir financiamento do poder público. Mesmo com todas essas atribulações, o artista está empenhado em encenar seu espetáculo em breve (22 de maio) no Teatro Pinheiros One. Já o Camilo é um palhaço e grande parte da sua experiência vem do circo. O artista destacou como o circo chega a áreas periféricas que outras artes não chegam.

O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora.

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