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Arteculando #26 recebe o artista e gestor cultural Mestre Fininho

A edição #26 do Arteculando, programa apresentado pelo artista e gestor cultural Alexandre Cuba, foi exibida nesta segunda-feira (06/07) e recebeu Mestre Fininho como convidado.

Mestre Fininho é mestre de “Kapuera”, multiartista, responsável pela criação de saraus e projetos de hip hop. Ele já participou de diversos projetos sociais e movimentos de moradia, atuou como gestor na Casa de Cultura do Ipiranga Chico Science, tendo a primeira gestão de 2020 a 2023 e a atual gestão desde março de 2025. Fininho já passou um período em Angola realizando pesquisas fotográficas, registrando o cotidiano de lugares importantes do país.

A capoeira é uma parte importantíssima da identidade e da história de Mestre Fininho. Durante a entrevista para o Arteculando, ele destacou o papel e a importância da oralidade na transmissão do conhecimento feita por mestres da capoeira como ele.

“A oralidade é muito importante, é o que a capoeira faz, o mestre transmite através da oralidade. Ele vai falar, ele vai contar histórias, ele vai direcionar o seu aluno: falar sobre sociedade,sobre política, sobre o ser um ser político,o quanto isso te afeta e o quanto você tem que entender isso. Coisas que a escola não vai falar: nós vamos falar de revoluções, de lutas”, comentou.

O amor pela música e a curiosidade por aprender a tocar os instrumentos musicais envolvidos na capoeira foram o que o atraíram para a capoeira inicialmente. Fininho compartilhou um pouco mais dessa história na conversa de uma hora com Alexandre Cuba.

“Mano, isso mudou a minha vida. (…) é uma luta, é um esporte também, mas a música, a musicalidade — isso era um diferencial na capoeira, cara. (…) Era uma oportunidade de aprender a tocar, ter o contato com a música. O meu contato foi porque eu gostava de música, já desde molequinho, na fanfarra, tá ligado? E aí a capoeira, quando eu vi, ela me tocou. Aí, quando falaram que eu podia aprender aquilo, aí eu entrei”, relembrou Fininho.

Conheça essa e mais histórias assistindo à entrevista completa com o Mestre Fininho!

Assista ao episódio #26 do Arteculando abaixo. Todos os programas estão disponíveis no canal da Alvarenga TV no YouTube.

 

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Arteculando #25 debate educação e música com Tabata Mendes e Fino Dflow

O programa Arteculando, que é apresentado pelo artista e gestor cultural Alexandre Cuba, aconteceu tradicionalmente nesta segunda-feira (29/06) e recebeu convidados muito especiais para o episódio #25: Tabata Mendes e Fino Dflow.

Tabata é produtora cultural, produtora de eventos, palestrante, oficineira e empresária. Ela falou um pouco mais sobre sua experiência profissional no episódio.

Eu desde muito cedo já atuava com eventos. (…) Sou produtora de eventos e divido o “evento” do “cultural” porque acho que tem uma diferença, né? Mas desde muito cedo eu atuava com produção de eventos, que era produzir festas, trabalhar em festas, fazer aqueles aniversários da família. Comecei fazendo aniversário de família, fazendo festa em escola e sempre gostei desse lado criativo de lidar com com a arte. Eu acho que fazer eventos é uma arte, fazer festas é uma arte. Você cria um sonho mesmo na produção cultural ou fazendo uma festa, complementa Tabata.

Fino é multiartista, poeta e arte-educador. O rap foi uma grande influência na sua carreira e ele compartilhou um pouco mais sobre sua relação com esse gênero musical no Arteculando. Sua experiência com o estudo de sonoplastia foi decisiva para sua formação artística.

Eu entrei na SP Escola de Teatro para fazer sonoplastia e aí é um curso intensivo, são dois anos, um curso técnico. E aí foram várias experimentações, cara, de poder entender aquilo que o hip hop já me trazia de camadas, de samples, de ter acesso a equipamento, de pensar a estrutura do som, o que que é o som com uma atmosfera, que ele pode trazer, formar, pensar artisticamente, disse Fino.

Ambos são parceiros no coletivo Saraund System e no projeto @literaturaemrap e compartilharam um pouco mais da sua experiência com esse importantíssimo trabalho de democratização de conhecimento e cultura por meio da música!

Tudo começa com o Flow, com esse ímpeto quando ele criou. E aí ele foi articulando essas pessoas que se tornaram essa rede do Saraund System. Para nós, ele representa esse trabalho coletivo, onde a gente se articula, fomentando a galera, fomentando a economia criativa. Porque eu acredito que a gente precisa se articular para as coisas acontecerem, comentou Tabata.

Assista ao episódio #25 do Arteculando abaixo. Todos os programas estão disponíveis no canal da Alvarenga TV no YouTube.

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Arteculando #24 recebe a comunicadora Marfim Rosa

Nesta segunda-feira (22/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba, criador do programa semanal Arteculando, recebeu Marfim Rosa como convidada. Ela é comunicadora, estrategista de conteúdo e produtora de eventos. Além disto, Marfim atua no digital desde 2013, à frente do ecossistema Marfim Rosa, desenvolvendo estratégias, conteúdos e experiências que conectam Beleza 50+, Empoderamento, Diversidade, Empreendedorismo e Longevidade.

A entrevista de uma hora com Cuba falou de vários temas importantes para Marfim, como sua presença no universo digital, empoderamento, a importância da diversidade, os desafios do mundo atual e muito mais.

Sobre o empoderamento, Rosa destacou durante a conversa:

O empoderamento, muitas vezes, para a mulher é a questão financeira, porque você tendo a possibilidade de você se manter, a liberdade financeira, você sai de relações de abuso. E eu não digo só em casa, mas digo de trabalho, você se pertencer melhor. Então o empoderamento ele sempre foi com essa questão da mulher se sentir: “Eu sou bonita, eu sou importante, mas eu preciso ter conhecimento”. Conhecimento que vem do empreendedorismo, que vem também de estudar. Não falo que necessariamente você precisa ser uma pessoa acadêmica, sempre que puder seja, mas de você ter conhecimento. O conhecimento está em todas as áreas.

O papo também passou pelo ecossistema digital e como ele mudou durante os últimos anos, além da visão da sociedade em relação a pessoas negras.

A transformação digital veio muito na questão de acessos, de ocupar espaços, da gente poder ter um pouco de qualidade em tudo que a gente estava fazendo, na cultura, na educação e a gente poder pertencer, porque não é a questão chata sempre de querer fazer esse recorte social, mas não tem como. Se eu chegar em qualquer lugar, do jeito que eu tô aqui, não adianta eu falar de qualquer especificação, qualquer prêmio que eu tenha, o que eu fiz nesses meus quase 52 anos, porque o que vai chegar primeiro é o meu cabelo, é a minha pele.

Assista ao episódio #24 do Arteculando com participação de Marfim Rosa abaixo.

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Arteculando #23 recebe o músico Claudio Goldman

Nesta segunda-feira (15/06), Alexandre Cuba — artista, gestor cultural e apresentador do Arteculando — recebeu Claudio Goldman, artista com 40 anos de trajetória como cantor, pianista e compositor. Seu currículo é gigantesco e fala por si mesmo. Ele construiu uma carreira marcada por versatilidade: da direção do Movimento Coral do Estado de São Paulo a temporadas internacionais, de jingles para grandes marcas a musicais como Pour Elise e Concertando a Broadway. Goldman foi indicado a prêmios como o Sharp e o Visa, além de ter integrado o elenco da versão brasileira de O Fantasma da Ópera. Suas músicas estão na rádio Antena 1 e sua atuação como Chazán (cantor litúrgico) reforça sua ligação com a comunidade judaica.

Claudio nasceu em uma família repleta de músicos, e isso teve uma influência profunda na sua carreira. Ele contou um pouco mais sobre isso durante a entrevista.

A minha mãe aprendeu piano, dava aula de violão e começou carreira de cantora quando a gente era pequeno. Chegou a cantar no mesmo palco que o Chico Buarque, Elis Regina. E a família não via isso com bons olhos naquela época (…) e deram um jeito dela parar de cantar. Depois ela virou artista plástica. E o meu pai era formado em piano clássico, mas virou engenheiro, depois virou político. Nunca seguiu. Mas a minha mãe já levava a gente com 3 anos de idade, eu e o meu irmão, para estudar percussão na FAAP. Depois aos 7 anos eu comecei a estudar bateria,  mas não segui como baterista. E depois eu fiquei com ciúme do meu irmão que tocava piano. Aí aos 12 anos eu comecei a estudar piano, eu tô com 64 agora. Eu toco piano desde os 12.

No final do episódio, Goldman respondeu à pergunta tradicional de Alexandre Cuba sobre “qual é o caminho?”, que é feita sempre no final de cada Arteculando.

O caminho do sucesso. Agora o caminho pra gente ser mais saudável emocionalmente, eu acho que a arte ajuda muito. Então, se você não toca, não canta, não faz arte, mas curte, parabéns, entendeu? Invista nessa sensibilidade, porque a nossa sociedade tá muito embrutecida. É só o dinheiro que fala e todo mundo se agredindo na rua. Então, acho que a arte cura, a arte salva. Já me salvou muitas vezes. E se você faz arte, é isso aí, cara. Independente de sucesso ou não, independente se é a sua atividade principal ou não, invista na arte, cara, porque a gente precisa disso, precisa de um respiro.

Assista ao episódio #23 do Arteculando com Claudio Goldman abaixo!

 

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Arteculando #22 discute audiovisual periférico com o cineasta Daniel Fagundes

No 22º episódio do Arteculando, que foi exibido nesta segunda-feira (08/06), o apresentador, gestor cultural e artista Alexandre Cuba recebeu o poeta e cineasta Daniel Fagundes.

O programa transmitido via YouTube e aplicativo da Rádio Alvarenga TV foi uma verdadeira aula sobre audiovisual, poesia, cultura popular e cinema periférico. Daniel comentou sobre sua experiência com a produtora @caramujapma (fundada por ele), o @ibira_lab (que ele é coordenador), o @_blocodobeco e também sobre a 3ª Mostra de Cinema de Várzea, que começa em 19/06 e vai até 19/07 no Jardim Ibirapuera. A programação completa da Mostra está disponível no site oficial do evento.

Daniel Fagundes comentou sobre como começou na poesia, passou pela música, aprendeu com o audiovisual e a pedagogia e depois foi juntando esses saberes para criar algo único que pudesse ser compartilhado com os seus semelhantes.

Em 2005, eu encontro uma galera num outro curso e a gente funda o NCA, que é um núcleo de comunicação alternativa. E nesse processo, a gente começa a produzir uma série de documentários, ficções e videoclipes para a galera do bairro, pensando muito numa coisa de tomar uma certa autonomia desse processo. Porque, depois que a gente faz um curso numa oficina, principalmente essas oficinas que no começo dos anos 2000 bombaram na quebrada, você ficava meio desnorteado depois, você fala: “Pô, isso aqui é muito louco, é da hora”. Só que você se depara com a realidade de que você não tem câmera, você não tem computador, o acesso é muito difícil. E a gente se juntou para pensar alternativas de como fazer isso.

Sua trajetória profissional e artística se espalhou por toda a zona sul de São Paulo, e ele compartilhou um pouco mais sobre essas histórias que o definiram. Fagundes foi aluno de oficinas e depois se tornou professor.

No cenário cultural da quebrada, tinha muita gente que não conseguia divulgar e ter a eficiência comunicativa que o audiovisual tem, né? E a gente começou a fortalecer essa possibilidade junto de alguns grupos. A primeira oficina que eu fiz foi no espaço chamado Faca, que era de uns camaradas lá do Jardim das Imbuias, subindo pro Grajaú. E esses caras tinham uma célula meio anarcopunk, onde se produzia uma série de materiais, tinha um estúdio também, as bandas tocavam, faziam uma série de atividades, eles falavam: “A gente quer fazer um curso de fotografia para ajudar a galera a ter um portfólio melhor para apresentar”.

Assista a esse episódio imperdível abaixo ou acesse o canal da @alvarenga.tv no YouTube!

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Arteculando #21 debate a potência da arte com a atriz Mollis Serradura

Nesta segunda-feira (01/06), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Mollis Serradura na 21ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do YouTube e no app da rádio — sempre às 19h.

Mollis Serradura, como é conhecida no meio artístico, é uma atriz formada em 2009 pela USJT em Artes Cênicas e em 2024 pela SP Escola de Teatro, na linha de estudo de atuação. Foi assistente de produção da Cia de Teatro Nois na Mala em A Vila dos Macacos; na Virada Paulista integrou o elenco de Coreomania pelo Coletivo Dramática. Ela é cofundadora dos coletivos teatrais Negrur4, Os Crias e Coletivo 23.

Mollis falou um pouco mais sobre sua relação com o teatro e a recepção de sua família quando ela anunciou que queria estudar esta área.

Eu lembro que eu falei: “Ah, vou fazer teatro”. E a minha mãe tinha todo e qualquer argumento para falar: “Não, vai fazer uma faculdade que te dê dinheiro”. Mas ela super apoiou desde o início. Então eu fiz a São Judas lá em 2007. Me formei em 2009 “.

Após o término da faculdade, ela acabou optando por trabalhar na área de telemarketing, mas nunca deixou de ser artista, como contou durante a entrevista.

Eu fui para esse universo do telemarketing. Fiquei bons anos lá, mas no começo com atendimento, só que depois eu fui pra área de treinamento. Porque eu via a pessoa dando treinamento e falava: “Ah, isso aí eu sei fazer”. Então, se eu ficar aí dando treinamento, todo dia vou ter plateia. (…) Eu lembro de ter visto isso, o Jota.pê (músico), ele falando que trabalhou com várias coisas ao longo da vida, mas ele nunca deixou de ser artista e a gente nunca deixa de ser artista.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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Arteculando #20 debate gestão cultural com Priscila Machado

Nesta segunda-feira (25/05), o apresentador, artista e gestor cultural Alexandre Cuba recebeu Priscila Machado na 20ª edição do Programa Arteculando, que é exibido semanalmente no canal da Alvarenga TV do Youtube e no app da rádio — sempre às 19h.

Priscila Machado é mestra em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV, além de pós-graduada em Produção Audiovisual Multiplataformas pela Universidade Anhembi Morumbi e em Inovação, Empreendedorismo e Projetos na Economia Digital pela Universitat de Barcelona.

Ela possui MBA em Gestão de Projetos pela USP, é especialista em Produção Cultural, tem graduação em Produção Audiovisual, formação técnica em Biblioteconomia e atua há 24 anos com produção cultural. O currículo de Priscila é inesgotável; a convidada também é realizadora audiovisual, cineclubista e pesquisadora.

Organizadora do livro “Memórias de um São: Mapeamento e Memória Cultural da Região de São Mateus” e por mais de seis anos, ela trabalhou na Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo, atuando nas Casas de Cultura. Atualmente é codiretora executiva do Instituto Criar.

Na tradicional entrevista de uma hora, Priscila falou sobre sua trajetória no audiovisual, sua experiência no MIS e em Casas de Cultura e os desafios dos gestores culturais. A convidada também contou um pouco mais sobre sua história pessoal; ela nasceu na zona sul, mas se mudou para a zona leste quando ainda era nova. Ela deixou marcas na cultura por todo lugar que passou e compartilhou um pouco dos bastidores dessa história no Arteculando.

“Meus sonhos desde pequena, acho que desde os 10 anos já era trabalhar com cinema. Fui pro teatro, comecei no teatro, aí de repente fui estudar mecânica (risos). Eu me formei como mecânica de automóvel e aí entrei num projeto que chamava ‘Lideranças’, numa ONG, a gente começou a estudar, a escrever um boletim informativo para jovens. E aí comecei a olhar um pouco pra rádio, a fazer entrevista pra rádio AM. E aí eu conheci o Instituto Criar, onde eu fui fazer o curso quando eu tinha 17 anos e onde eu tô trabalhando hoje, me formei lá.”, comentou.

 

“Eu lembro quando eu fui gestora da Casa de Cultura São Mateus, eu falava bastante pras pessoas: “Não adianta tá ali só na hora de inaugurar o espaço. Você tem que estar lá sempre. E não é só deixar nas costas do gestor, outras pessoas precisam estar porque é um espaço de todo mundo. Se as pessoas não estão lá, elas têm que entender que é um espaço também dela. Todo mundo é responsável por aquilo. E para chegar em um público potencial que não conhece ainda, a gente precisa batalhar muito para fazer formação de público e é o tempo inteiro”, complementou Priscila.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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Arteculando #19 recebe Marcos Di Assis (Diá MC) para discutir teatro, música e cinema

Nesta segunda-feira (18/05), no canal da Alvarenga TV no YouTube, o décimo nono episódio do Programa Arteculando, programa apresentado por Alexandre Cuba — produtor cultural, artista e idealizador do projeto —, recebeu o artista Marcos Di Assis no estúdio DRK, que é localizado na zona sul de São Paulo-SP. 

A conversa tradicional de uma hora rendeu uma troca riquíssima de histórias e sensibilidades sobre arte e cultura em geral. Marcos Di Assis (Diá MC, seu nome artístico na música) falou sobre sua trajetória em Irecê, a cultura nordestina, a influência de sua criação familiar, os principais capítulos de sua carreira musical, sua experiência no teatro e na atuação em geral, no meio audiovisual e também no cinema.

Entre os tópicos discutidos no Arteculando #19, o convidado falou sobre a diferença entre teatro e cinema — duas áreas caríssimas a ele. Diá também respondeu a uma pergunta do espectador sobre suas influências no audiovisual e citou o ator consagrado Wagner Moura e o diretor cearense Karim Aïnouz.

“No teatro, a gente é expansivo porque (…) eu  apresentando pra 200 pessoas, tem gente realmente muito longe. Então a voz é mais expansiva e a expressão [também]. A câmera, ela lhe busca, não tem necessidade, por isso às vezes tem filme que a gente assiste, sobretudo nos Estados Unidos e parece que o povo  sussurrando, nem mexe a boca direito. Os filmes do Kleber têm muito isso, porque o Kleber tem muito isso também.”
Marcos Di Assis também falou sobre sua visão em relação à arte. Para ele, não existe certo e errado na arte. Para isto, citou sua experiência pessoal ao assistir “O Agente Secreto”, filme indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional de 2026, que é dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura.

“Eu acho ruim a gente ficar muito com essa coisa de certo e errado na arte.  Vou dar um exemplo básico aqui: eu assisti ‘O Agente Secreto’ e sinceramente, teve uma coisa no final que eu (…) não gostei, só que eu entendi. Eu falei: “Entendi, diretor, o que queria me causar’, porque às vezes não é pra gostar mesmo. Às vezes é pra incomodar. (…) É pra afetar. Tem hora que o objetivo, inclusive de alguns diretores em alguma cena, pode ser incomodar e você ficar incomodado.

🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.
 

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Arteculando #17 recebe Zé Koé, produtor de eventos há 23 anos

Exibido nesta segunda-feira (04/05) no canal do YouTube da TV Alvarenga, o décimo sétimo episódio do Programa Arteculando, programa apresentado por Alexandre Cuba — produtor cultural, artista e idealizador do projeto —, recebeu no DRK Studio o produtor de eventos Zé Koé, profissional com 23 anos de experiência em sua área de atuação.

No seu grandioso currículo, Zé tem créditos na produção e coordenação de nomes de peso da cena do rap nacional, como Max B.O, Erick Jay, DJ Morenno, Síntese, BK, Coruja BC1, Long Beach 64, e diversos outros grupos da cena independente.

Em 2023 e 2024, Koé consolidou sua carreira como diretor de palco, técnico de áudio, sonoplasta e produtor de eventos por meio de diversos trabalhos executados em projetos da Secretaria de Cultura. Atualmente, ele é produtor técnico do Baile Cyber Cangaço do artista Dupê da Baguá Records, que mistura diversos estilos musicais com a estética e a sonoridade da cultura e da música nordestina. Zé atualmente também dá aula de Sonoplastia e Técnicas de Áudio para Teatro e Espetáculos pela Rede Daora na Casa de Cultura Municipal Chico Science e falou um pouco mais sobre isso durante a entrevista.

O programa começou com a programação cultural da semana na cidade de São Paulo. O quadro Mapa Cultural, que é exibido em forma de vídeo, reúne as principais atrações artísticas e culturais da metrópole paulista. Depois disso, a conversa de uma hora começou com Cuba perguntando ao convidado sobre sua história de conquistas e batalhas na produção cultural, desde seus primórdios.

“Cara, foi muito louco porque eu comecei a trabalhar com produção de eventos antes de ser DJ (…) eu já ajudava a fazer eventos, eu comecei a trabalhar com 15 anos fazendo eventos, ajudava a fazer eventos de punk rock e tal. Eu gostava de ver a coisa pegando fogo, então eu gostava de ajudar, correr atrás, não manjava muito de coisa de equipamento, mas ajudava os caras a montar e já ficava de olho”, Zé conta.
A entrevista de uma hora fluiu como uma conversa entre dois amigos. Zé comentou sobre suas experiências mais recentes na produção cultural, como o trabalho que fez para o tradicional grupo de rap De Menos Crime na Virada Cultural.
“Ano passado que eu tive a experiência de trabalhar a primeira vez na Virada Cultural, trabalhar no backstage (…) Fiz a direção do palco lá na Hip Hop Leste (…) Cara, a gente tinha vários artistas grandes ali e tal (…) que nem o show do De Menos Crime (…) A gente teve uma questão de logística, que é quantas pessoas cabem no palco… E aí você tem a lista de pessoas ali pra colocar, e quem conhece o De Menos Crime sabe [que] é uma banca gigantesca. Na ficha tinha oito pessoas.. aí eu já sabia, não vai ter oito pessoas, entendeu? (risos)
O De Menos Crime vai vir com dezesseis, pelo menos. (…) Cara, tinha umas quarenta pessoas no palco, tá ligado? E aí você faz uma mediação, porque você entende quem são os caras, entende a história dos caras. Só que aí também você tem todo um cuidado de trocar uma ideia com os caras. Eu troquei ideia com o produtor, o Rod, (…), então a gente fez uma mediação. Cara, foi muito rápida a operação de colocar todo mundo no palco e todo mundo respeitou também na hora de sair muito rápido, porque também tem isso: tem uma demanda, tem questão de segurança, tem questão de equipe. E aí (…) se eu ficasse frio só na questão de produção, podia ser uma noite horrível, podia ser uma tensão que não precisa, né?”, Zé Koé comenta.
🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

 

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Quarta edição do Palco Arteculando exalta o rock e a dança

A quarta edição do Palco Arteculando, extensão do programa semanal Arteculando, aconteceu neste sábado (25/04) na Casa de Cultura Municipal Hip-Hop Sul — localizada na Vila São Pedro, bairro da zona sul de São Paulo. As principais atrações, além do público, também eram da região. A proposta inicial do evento, desde sempre, foi celebrar a comunidade local – seja o público ou os artistas selecionados.

O Festival de Artes Integradas, que teve entrada gratuita como de costume, contou com parceiros de outras edições do evento, como a escola de música Tech Art Musical, a academia de dança Pássaro Azul e o food truck Shawarma do Sheik. Os apresentadores, desta vez, foram Marta Mota e Pedro Baratelli – ambos fazem parte da Alvarenga TV, parceira de longa data do Programa e do Palco Arteculando. A empresa Caixote Digital gravou na íntegra as apresentações da banda e parte da equipe da Alvarenga TV contribuiu com o registro do evento para as redes sociais. Os alunos das oficinas de produção cultural e de audiovisual da Casa também marcaram presença e deram sua contribuição para fazer o evento acontecer, assim como todos os funcionários da Casa de Cultura Hip-Hop Sul que estavam presentes no dia, além do técnico de som da empresa Trupe. André Moraes, da Tech Art Musical, foi o responsável pela produção das bandas.

Show da banda Nexus no Palco Arteculando de Abril (Foto: Conrado Parra)

O evento foi inaugurado oficialmente às 14h50 com uma apresentação de cerca de quarenta e cinco minutos dos alunos e alunas da Academia de Dança Pássaro Azul na parte interna da casa. O repertório das músicas que acompanharam a dança foi diverso e também contemplou artistas de hip-hop como o rapper Pop Smoke.

Às 15h25, a Banda Os Mutas se apresentou no palco externo da Casa com uma homenagem ao clássico grupo Mutantes, um dos mais importantes da história da música brasileira, tanto na sua sonoridade quanto na estética. Seu show foi seguido pela banda Danger Zone, formada majoritariamente por meninas, às 16h15.

16h50 foi a hora da Banda Nexus, que tocou covers clássicos do rock nacional dos anos 90 e 2000, como Charlie Brown Jr. e Raimundos.

A banda Ante Meridiem, que tem uma sonoridade autoral que mistura influências do rock com o reggae e rap, encerrou o evento à noite, pouco tempo depois das 18h.

Alunos e alunos da Academia Pássaro Azul (Foto: Conrado Parra)

Com exceção da banda Os Mutas, todas as bandas são formadas por alunos e alunos da Tech Art Musical, escola de música das redondezas.

A quarta edição do Palco Arteculando foi um sucesso de público. Mais de 100 pessoas compareceram ao evento e tiveram uma experiência marcante de conexão por meio da arte e da cultura.

O público que lotou a Casa de Cultura Hip-Hop Sul na 4ª edição do Palco Arteculando (Foto: Conrado Parra)

O público que lotou a Casa de Cultura Hip-Hop Sul na 4ª edição do Palco Arteculando (Foto: Conrado Parra)

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