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Oitavo episódio do Arteculando recebe João Carlos Corrêa, diretor cultural do Memorial da América Latina

No oitavo episódio do programa Arteculando, da Rádio Alvarenga TV e afiliados, que foi exibido em 2 de março de 2026 via YouTube, o apresentador e produtor cultural Alexandre Cuba, idealizador do projeto, recebeu João Carlos Corrêa como convidado.

João Carlos Corrêa é Diretor de Atividades Culturais da Fundação Memorial da América Latina, com mais de 40 anos de atuação no serviço público. Construiu trajetória estratégica no Senado Federal e em instituições como Funarte, Banco do Brasil e Infraero, sempre com foco em gestão cultural e articulação institucional. Ele também é mestrando pelo IDP (SP) e pelo PROLAM/USP, pesquisador em políticas públicas e integração latino-americana, além da atuação como Publisher e Conselheiro Editorial da revista Memorial Cultural e como membro do Conselho Editorial da revista Nossa América.

Alexandre Cuba e João Carlos Corrêa (Foto: Conrado Parra)

Alexandre Cuba e João Carlos Corrêa (Foto: Conrado Parra)

Ele trouxe a edição mais recente da revista Memorial Cultural, que é dedicada ao México, como um presente para o Arteculando e mostrou o interior da publicação durante sua participação no programa. Ela é fruto de uma parceria do Memorial com os alunos do curso de pós-graduação de jornalismo cultural e de entretenimento do Centro Universitário Belas Artes desde 2024.

A conversa de uma hora com transmissão ao vivo rendeu uma troca genuína entre pontos de vista complementares sobre a importância da arte e da cultura para a sociedade. A experiência de João e do apresentador Alexandre Cuba com a gestão cultural foi um dos pontos recorrentes da discussão.

João Carlos falou um pouco mais aprofundadamente sobre sua gestão como diretor cultural no Memorial da América Latina, posição que ocupa há 3 anos, quando se mudou para São Paulo vindo de Brasília. Destacou a importância da integração cultural latino-americana, uma das missões do próprio Memorial. Corrêa falou sobre o interesse pela identidade “latino-americana” despertada pela aparição do artista porto-riquenho Bad Bunny no Super Bowl. Além da arte brasileira que vem sendo premiada internacionalmente, João falou de outras escolas de cinema latino-americanas que mereciam mais reconhecimento, como a cubana.

Ele também comentou sobre sua vasta experiência no serviço público e sua passagem pela Funarte – que marcaram muito sua história e lhe renderam a habilidade de articular a arte e cultura nos bastidores da política. Além disto, o convidado também compartilhou sua experiência transformadora com a arte via dança. Por 18 anos, ele trabalhou com academias de dança. Além disto, comentou com muita emoção sobre a experiência transformadora no projeto “Perfume de mulher”, que durou dois anos, voltado a pessoas cegas e com baixa visão.

“Um momento ímpar poder falar de cultura com uma personalidade expressiva, acessível e gigante como o João e a instituição na qual ele representa.”, comentou Alexandre Cuba depois da gravação do oitavo episódio do Arteculando.

🎬O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. Os episódios do Programa Arteculando são exibidos semanalmente toda segunda-feira às 19h no app da Rádio Alvarenga TV e no canal do YouTube da emissora. Assista no link ou abaixo.

 

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Segunda edição do Palco Arteculando une música e dança em celebração da cultura na zona sul paulista

A segunda edição do Palco Arteculando aconteceu na última sexta-feira (27/02), mais uma vez na Casa de Cultura Hip-Hop Sul.

A programação começou com a apresentação tradicional de Alexandre Cuba, gestor cultural, artista e idealizador do projeto.

Ele apresentou os integrantes da banda Pulsos, formada por três mulheres e um homem. A banda foi formada por alunas (Karen Prado no vocal, Carina Dias no baixo e Ana Luiza na bateria) da Tech Art Musical, localizada próxima à região, e o professor André Moraes (guitarra). O nome é uma homenagem à cantora baiana Pitty.

O repertório do grupo contou com covers da própria Pitty como “Máscara”, “Admirável Chip Novo”, “Teto de Vidro”, e também com composições autorais da banda, como “Another Day” e “Black Cat”.

Depois do show, houve apresentação de balé das alunas e alunos da Escola de Dança Pássaro Azul.

Alguns fizeram shows solo e outros acompanhados. As coreografias foram feitas pela professora Madaly Dellima e pela aluna Ana Clara, que também se apresentou. As músicas tocadas durante a apresentação, em ordem cronológica, foram: “The Cheek of Night” de Abel Korzeniowski, “Satanella Male Variation”, “Young and Beautiful” da Lana Del Rey, “I Wanna Be Yours” do Arctic Monkeys e “Enemy” do Imagine Dragons.

O evento contou com a colaboração dos alunos das oficinas de Produção Cultural (ministrada por Alexandre Cuba) e Audiovisual (ministrada por Juliano Angelin, que comandou a captação audiovisual do evento).

A alimentação do público foi feita pelo Shawarma do Sheik e a captação do evento em vídeo foi feita por Gabriel Gonçalves da agência Caixote Digital.

O próximo Palco Arteculando acontece em 27/03, também na Casa de Cultura Hip-Hop Sul, assim como as duas primeiras edições.

🗓️ 27/03 às 16h
📍 Rua Sant’Ana, 201 – Vila São Pedro
🎟️ Entrada Gratuita | Classificação Livre

​Presenças confirmadas:
🎸 Banda D’Jorge
💃 Academia de Dança Pássaro Azul (a confirmar)
🌯 Ateliê Sabor & Amor Eventos
🎓 Alunos de Música, Produção Cultural e Audiovisual

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Projeto “Fome” oferece teatro e música gratuita

Amparado  pela Lei Paulo Gustavo, “FOME”, condensa  teatro, música e dança dentro de um único contexto, explorando letras inquietantes, poesia moderna e performance.

O projeto artístico “FOME”, realizado pela Trinca Produtora, estará dia 22 de Setembro,  a partir das 13 horas, no Teatro Clara Nunes, no município de Diadema, São Paulo, com uma chance  imperdível ao público em geral, pela gratuidade na bilheteria e diversidade no seu formato.

As linguagens enraizadas no projeto exploram o sentido literário e metafórico do tema, como por exemplo, a fome de arte, viver, cultura, humanidade, conhecimento, tempo e principalmente TOLERÂNCIA. Surge aí o primeiro sentimento de FOME, de apetite, pelo diferente, pela inovação.

Com uma nota expressiva no edital da Lei Paulo Gustavo da cidade o projeto apresenta ainda como contrapartida a arrecadação de 1 kg de alimento a serem destinados à ONG Amigas Solidárias de Diadema.

O projeto consiste em um  workshop de técnicas teatrais e  a  apresentação de um espetáculo, presencial  multimídia, na qual três linguagens, música, teatro e dança, enriquecem, se completam e são conectadas em torno do mesmo tema.

Objetivos do projeto em meio a todo este manifesto busca angariar uma massa crítica ao trabalho do letrista, compositor e gestor cultural Alexandre Cuba.

Com  sua experiência de mais de 25 anos no mundo corporativo, Cuba promove o encontro das artes como um projeto de gestão de pessoas envolvidas com a cultura, em vários segmentos, explorando textos e intervenções artísticas do ator e dramaturgo Silvio Tadeu e da atriz Ju Camata, a performance dos bailarinos, Renam Bonfim e Davi Santos além de criar oportunidade para a Associação ZUM KE LÉ “Ritmo, Cultura de Cidadania” idealizada pelo percussionista e educador Henrique Miranda, que apresentará seus alunos, crianças e jovens adolescentes da região periférica da Zona Sul de São Paulo.

Por fim, o evento oferece um sorteio de uma cesta de café da tarde ao final do espetáculo.

Contando com toda estrutura do Teatro, a apresentação terá como acessibilidade um intérprete de libras para enriquecer a inclusão social e completar as ações pensadas para integrar e construir um movimento de agregação aos interessados em crescer, avançar e valorizar o que interessa: relações humanas.

SERVIÇO:

PROJETO CULTURAL “FOME” 

Oficina Gratuita de Teatro:

Das 13 às 14h30

Mediadores: Silvio Tadeu e Ju Camata

Show Música Multimídia 

Às 19 horas

Duração: 75 min

Com a banda Cuba e Outras Ilhas

Participação Especial  dos bailarinos, Renam Bonfim e Davi Santos, Associação ZUM KE LÉ “Ritmo, Cultura de Cidadania” e do ator Silvio Tadeu e Ju Camata.

LOCAL:  TEATRO CLARA  NUNES

Rua Graciosa, 300 – Centro, Diadema – SP, 09910-660.

As atividades do projeto “FOME” são gratuitas, sugerimos a doação de 01 Kg de Alimento que será destinada à ONG Amigas Solidárias de Diadema.

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Sônia Mota 76 Anos de Arte

Com o projeto “Sônia Arte da Presença / Presença na Arte”, composto por uma série de ações – performance, lançamento de livro, exibição de vídeo e oficinas -, que acontecerão entre agosto e setembro de 2024, a artista celebra 76 anos de vida, dos quais 68 dedicados à Dança, que começou a estudar aos oito anos, na Escola Municipal de Bailado (atual Escola de Dança de São Paulo), e aos 15 já atuava profissionalmente, dançando em programas de TV, e em seguida dando aulas e compondo elenco de grandes companhias. 

Realizado com apoio do ‘Programa Funarte Retomada 2023 – Dança’, o projeto estreia em São Paulo, ocupando, entre os dias 6 e 17 de agosto, o Sesc Santo Amaro, a escola Pulsarte de Dança e o Instituto Tomie Ohtake. Na sequência, cumpre agenda em Campo Grande (MS), Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG). As ações são gratuitas, com exceção da oficina no Sesc Santo Amaro, que tem taxa de inscrição entre R$6 e R$20.

A abertura, dia 06 de agosto, uma terça-feira, no Sesc Santo Amaro, reserva, além da estreia do solo “Sem fim”, que incorpora momentos importantes da vida artística de Sônia Mota, o lançamento do livro “Arte da Presença / Presença na Arte”, escrito nos últimos 23 anos e que compila os 68 anos de sua vida dedicados à dança como bailarina, coreógrafa, professora e diretora artística,  a vídeo-projeção da aula master “A Arte da Presença”, realizada em 2022, e ainda um gostoso bate-papo com a artista. 

Concebido por Sônia Mota, coreografado e dirigido pela artista portuguesa Carla Jordão, “Sem Fimrevisita o caminho percorrido pela artista, muitas vezes turbulento e tenaz, de forma suave e gentil. “A maneira de me expressar dançando está se mostrando agora mais calma e serena; a tendência de me mexer, sempre muito rapidamente, ralentou-se como minha alma, que vem se apaziguando e, portanto, minha dança tem se tornado mais íntima e essencial“, avalia Sonia Mota, que acredita que “assim se complementam e se renovam os ciclos da vida”.

Finalmente editado, após 23 anos sendo escrito, o livro “Arte da Presença / Presença na Arte” mostra a construção do seu método, que não se preocupa em criar uma nova linguagem, mas em transformar, restaurar, readaptar e reorganizar os códigos clássicos e modernos da dança, para acentuar a maneira individual de dançar de cada bailarino. Sônia Mota, que assina concepção, pesquisa, escrita e organização do livro, contou com a assessoria de Gabriel Küster e Letícia Tadros na construção do método Arte da Presença, e de José Rubens Siqueira na escrita. ‘O livro traz a dança como necessidade, percurso de vida e possibilidade de novas delicadezas e, tomara, sirva de legado para as próximas gerações’, almeja a artista-escritora.

Durante todo o evento, será projetado em looping o vídeo “Arte da Presença”, gravado pelo videoartista Osmar Zampieri, que, desafiando a efemeridade da dança, que desaparece quase no mesmo momento da sua manifestação, fez o registro dessa aula realizada em 2022, no Estúdio Oito Nova Dança, de Lu Favoreto, para que não ficasse apenas na memória físico/corporal dos 22 participantes. O vídeo tem audiodescrição de AD Adamy.

No sábado, dia 10, das 10h às 13h30, na Sala de Atividades do mesmo Sesc Santo Amaro,  acontece a oficina A Arte da Presença, que utiliza conceitos de dinâmicas, texturas e tons do movimento aliados à ideia de integrar corpo, mente e espírito ao ato de dançar,  extraindo a essência necessária de cada participante para sua expressão artística. Aberta a estudantes, profissionais e ao público interessado na arte do movimento, as inscrições serão recebidas na RedeSesc https://linktr.ee/sescsantoamaro

Dia 16, a escola Pulsarte Dança, localizada na Vila Madalena, acolhe, das 10 às 14h30, a mesma oficina. Inscrições pelo link https://linktr.ee/soniamota2024

Em São Paulo, as ações se encerram, no dia 17, no Instituto Tomie Ohtake, com o combo incluindo apresentação da performance “Sem Fim”, exibição da vídeo-aula e lançamento/tarde de autógrafos do livro “Arte da Presença / Presença na Arte “, a partir das 16h.

Depois, o projeto segue em itinerância para Campo Grande, Salvador e Belo Horizonte.

Para saber mais:

https://linktr.ee/soniamota2024

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Serviço

“Sônia Mota: Arte da Presença / Presença na Arte” – projeto em comemoração aos 76 anos da artista da Dança, Sonia Mota.

Dia 06/8 (terça-feira), 19h – estreia do solo “Sem fim”, lançamento / noite de autógrafos do livro “Arte da Presença / Presença na Arte”, videoprojeção da aula master “A Arte da Presença” e bate-papo com a artista. 

SESC Santo Amaro – Teatro 

  1. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04752-005

Ingressos: Grátis – retirada com uma hora de antecedência

Dia 10/8 (sábado), das 10 às 13h30 – Oficina A Arte da Presença com Sônia Mota 

Sesc Santo Amaro – Sala de Atividades  

  1. Amador Bueno, 505 – Santo Amaro, São Paulo – SP, 04752-005

Inscrições: de 1 a 9/8, na RedeSesc https://linktr.ee/sescsantoamaro

Valor: R$6 a R$20

Público alvo: estudantes, profissionais e público interessado na arte do movimento

Vagas: 25

Dia 16/8 (sexta-feira), das 10 às 14h30 – Oficina A Arte da Presença com Sônia Mota

Pulsarte Dança e Produções 

  1. Nazaré Paulista, 470 – Vila Madalena, São Paulo – SP, 05448-000

Inscrições: Gratuitas pelo https://linktr.ee/soniamota2024 

Dia 17/8 (sábado), 16h – Solo “Sem fim”, lançamento / noite de autógrafo do livro “Arte da Presença / Presença na Arte “, videoprojeção da aula master “A Arte da Presença”

Instituto Tomie Ohtake 

Rua Coropé, 88 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05426-010

Ingressos: Grátis – Reservas:  https://linktr.ee/soniamota2024 

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Um pouco de Sônia Mota

Figura atuante no cenário da Dança, Sônia Mota fez parte da geração pioneira da dança contemporânea e independente, que ocupava o Teatro Galpão, espaço emblemático entre os anos de 1974 e 1981, caracterizado pelo caráter experimental, vanguardista e multidisciplinar na formação e criação artísticas. Nesse mesmo período, Sônia Mota viajava com frequência aos EUA para treinar na Cia de Dança de Louis Falco, discípulo de José Limón. Artista inquieta e inovadora, Sônia integrou o Balé da Cidade de São Paulo, foi diretora artística da Cia de Dança Palácio das Artes, de Belo Horizonte, e coleciona prêmios como bailarina e coreógrafa. É autora do método de dança Arte da Presença, que, a partir de questionamentos pessoais referentes a posturas das técnicas clássica e moderna, utiliza conceitos individuais de dinâmicas, texturas e tons do movimento para extrair de cada aprendiz a essência necessária para sua expressão artística. Sempre transitando entre o Brasil e a Alemanha, Sonia Mota segue ministrando oficinas e, atualmente, realiza um trabalho de dança para mulheres refugiadas na Alemanha.

 

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Elis Regina volta a dançar

Pouco se fala disso, mas Elis Regina (1945 – 1982) foi aluna da Companhia de Ballet Stagium, sendo esta, fundamental na produção de seu show “Saudades do Brasil” (1980).

Depois da partida de Elis, o Stagium deu seu grito de saudades e produziu dois espetáculos baseados em seu repertório.

Isso sem falar da fundamental importância do bailarino Lennie Dale (1937- 1944), com quem Elis teve aulas de expressão corporal.

Relação de um nome tão fundamental da música brasileira com a visceral arte da dança voltou a dar bons frutos, atingindo em cheio uma nova geração de artistas, que apresentarão o espetáculo “Dançando Elis”, no dia 26 de Abril na Casa de Cultura Júlio Guerra e já conta com convite para apresentações na Alemanha ainda esse ano.

Falar de Elis Regina faz brilhar os olhos de Luis Amorim, bailarino, coreógrafo e fundador da Companhia de Dança Hermes. Quando criança ouvia os discos da “Pimentinha” (apelido de Elis), influenciado pelos pais, vindo a se apaixonar pela voz e pela ”sede de grandeza” que a artista lhe inspirava.

Terceiro espetáculo da companhia, “Dançando Elis”, vem continuar um trabalho de pesquisas cênicas, batizado de Dança Popular Brasileira, um laboratório de possibilidades, mistura de estilos e de difíceis conciliações em cena.

No programa, estão verdadeiras pérolas do repertório de Elis Regina, basta citar: “Fascinação“, “Cais“, “Como Nossos Pais“, “Romaria“, entre outras.

Com o apoio e representação da Trinca Produtora no evento, o Grupo Hermes, segue os passos artísticos, literalmente dançando em cena, e desta vez é com a trilha de Elis Regina.

Serviço:

Espetáculo: Dançando Elis

Gênero: Dança

Data: 26/04

Horário: 16h30

Classificação: Livre

Ingressos: Gratuitos, retirados até 30 minutos, na bilheteria do local, antes do início do espetáculo.

Local: Casa de Cultura Júlio Guerra

Endereço: Praça Floriano Peixoto, 131 – Santo Amaro.

Fone: (11) 5523-6459

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Ensaios Perversos em nova edição

O Ensaios Perversos, ação mensal da Cia Perversos Polimorfos, dirigida por Ricardo Gali, que tem proposto gerar ambientes férteis que semeiem estudos, discussões e partilhas artísticas, especialmente em espaços deslocados do centro, para colaborar com o fortalecimento cultural a partir do desenvolvimento de redes criativas entre artistas de distintos segmentos, bem como a expansão do público promovendo novas formas de sociabilidade, acontece nesta quinta, dia 28 de março, das 19h à meia-noite, no Clube da Comunidade Vento Leste – Dolores Boca Aberta.

Construído por mutirões comunitários há 18 anos, em área pública abandonada na Zona Leste da capital, o CDC Vento Leste, além de espaço-sede do grupo de teatro Dolores Boca Aberta, hoje abriga outros coletivos independentes de diversas áreas e linguagens, centro desportivo revitalizado e um parque de esculturas a céu aberto, com uma efervescência sociocultural surpreendente, igualável a de poucos espaços da cidade.

O programa se dá em três momentos independentes – “Conversas sem Fim” recebe Sylviane Guilherme, bailarina da desCompanhia de Dança de Curitiba e integrante do Coletivo Nacional de Cultura do MST, para falar sobre o “Corpo telúrico dançante: da desterritorialização do corpo e da dança até o MST”; seguida de “Preliminares”, com as performances “Corpo Barraco”, de Douglas Iesus, do coletivo Fragmento Urbano, e “Preto Abstrato”, de Eliana de Santana, da E² Cia de Teatro e Dança; e por último, “Dance Floor”, com o DJ Gil BF, com um set eclético que vai do hip hop, passeia pelo samba e MPB até o rock, reggae e funk soul.

A partir de sua vivência como artista, educadora, pesquisadora da dança e integrante do Coletivo Nacional de Cultura do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Curitiba, Sylviane Guilherme levanta o tema da materialidade dos debates e das práticas sobre corpo no MST, questionando se a dança tem ou não intencionalidade política estratégica para o movimento, que reúne comunidades rurais pela conquista da reforma agrária e a defesa do meio ambiente. Sylviane Guilherme é doutoranda em Educação, pela UFPR, mestra em Desenvolvimento Territorial na América Latina e Caribe, pela UNESP, e licenciada e bacharel em Dança, pela FAP/UNESPAR.

O bloco “Preliminares” tem início com o solo “Corpo Barraco”, de Douglas Iesus, que parte de um texto escrito pelo próprio artista no livro “Por entre esquinas”, referente à construção de um barraco na quebrada pelo corpo de um homem preto e periférico. Pesquisador e educador de dança da periferia de São Paulo, Iesus fundou e dirige o grupo Fragmento Urbano de Dança desde 2009, onde desenvolve e aprofunda suas investigações artísticas.

Na sequência, Eliana de Santana dança a nova pesquisa da E² Cia de Teatro e Dança, “Preto Abstrato”, que tem como motivação inicial construir um trabalho a partir de um viés abstrato, numa ação ou resultado cênico que não traga nenhuma referência direta ao real, numa poética do corpo e do espaço, que possa existir e fazer sentido por si só. Eliana de Santana dirige a E² Cia de Teatro e Dança, núcleo que desde 1996, atua principalmente na área da dança contemporânea criando espetáculos cujo tema e poética estão ligados a questões do sujeito anônimo e se utiliza de ferramentas como células móveis de composição no processo de confecção das obras.

Até a meia-noite, DJ Gil BF comanda a pista de dança, com uma seleção musical diversa, mesclando clássicos, atualidades e músicas da cena alternativa e underground. Além de DJ, Gil BF é pesquisador e editor do Portal de Hip-Hop Bocada Forte.

Em seus 10 anos, comemorados em 2024, “Ensaios Perversos” tem como fundamento trazer discussões em educação, filosofia, psicologia e direitos humanos na contemporaneidade. A ação, que surgiu de modo independente,  integra neste momento projeto contemplado pelo programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura.

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Serviço

Ensaios Perversos – ação da Cia Perversos Polimorfos – direção – Ricardo Gali

28/3 (quinta), das 19h às 24h

19h     – Conversa sem fim – “Corpo telúrico dançante: da desterritorialização do corpo e da dança até o MST”, com Sylviane Guilherme

20h30 – “Preliminares” – apresentação de” Corpo Barraco”, com Douglas Iesus / Fragmento Urbano

21h     – “Preliminares” – apresentação de “Preto Abstrato”, com Eliana de Santana/E² Cia de Teatro e Dança

22h     – “Dance Floor” – DJ Gil BF (até 24h).

CDC Vento Leste – Dolores Boca Aberta (ZL)

Rua Frederico Brotero, 60 – Jardim Triana (Próximo ao Metrô Patriarca)

Acessibilidade: sim

Grátis

Para saber mais:

www.perversospolimorfos.com.br

facebook.com/CiaPerversosPolimorfos

https://www.instagram.com/ciaperversospolimorfos/

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Espetáculo Tempus: Grupo Hermes

O grupo de dança Hermes Winter Guard apresenta um espetáculo vibrante e emocionante que combina movimentos do Esporte e da Dança em uma apresentação envolvente. Os dançarinos irão explorar um estilo internacionalmente conhecido, apresentados principalmente na abertura dos jogos de inverno na Europa e EUA, criando uma experiência única e dinâmica para o público. Com coreografias impressionantes e uma execução impecável, o grupo de dança levará os espectadores em uma jornada de beleza e emoção através da arte da dança.

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