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Arteculando #18 recebe Jarbas Mariz, lenda viva da música brasileira

Exibido nesta segunda-feira (11/05) no canal do YouTube da TV Alvarenga, o décimo oitavo episódio do Programa Arteculando, programa apresentado por Alexandre Cuba — produtor cultural, artista e idealizador do projeto —, recebeu o artista Jarbas Mariz no DRK Studio.

Em sua riquíssima carreira musical, Jarbas já colaborou com artistas históricos da música brasileira como Tom Zé, Zé Ramalho, Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Ele compartilhou todas essas histórias durante a entrevista.

Martiz participou do lendário projeto “Paêbirú” (1974), um dos discos mais raros da atualidade, e levou uma edição física desse disco para mostrar ao vivo aos espectadores do Arteculando. Seu compacto “Transas do Futuro” (1977) foi considerado um dos 100 discos mais audaciosos do Brasil. Suas músicas foram gravadas por gigantes da MPB como Gilberto Gil, Chico César e muitos outros. Por 32 anos, Jarbas integrou a banda de Tom Zé. Ele também fez parte da Psicodelia Nordestina; seu nome está inscrito nesse capítulo importantíssimo da história da música brasileira.

O programa começou com o quadro Mapa Cultural, que destaca as principais atrações artísticas e culturais da metrópole paulista em cartaz em centros como o Sesc Santo Amaro, a Casa de Cultura Júlio Guerra e o Memorial da América Latina.

A conversa de pouco mais de uma hora começou com Cuba perguntando ao Jarbas sobre os primórdios de sua carreira no ano de 1968 em João Pessoa. Mariz comentou um pouco mais aprofundadamente sobre os bastidores por trás da criação dos grupos Pedras Rolantes e Os Selenitas. 

A entrevista de uma hora passou voando e o espectador pode conhecer mais a fundo uma grande parte da história musical de Jarbas Mariz. O convidado também detalhou o processo por trás de sua participação em “Paêbirú”, disco de Lula Côrtes e Zé Ramalho:
Na época, o Zé Ramalho conheceu o pessoal de Recife, né? O Zé Ramalho tocava no conjunto da gente lá em João Pessoa e a gente era muito amigo. E o Zé Ramalho conheceu a galera de Recife, Lula Cêrtes, Alceu e tal. E, nessa época, Lula Cortes tava fazendo uma série de discos pela Rosenblitz lá. Começou com o primeiro disco dele, que é o Sativa, né? Ele e Laíson tocando tricó de viola de 12. Depois ele lançou o Marcone Notário (…) Aí chegou para mim lá: “(…) Tu conhece a galera de Recife? (…) vou te levar para conhecer a galera lá”. Aí me levou (…) fui gravar o “Paêbirú” e fiquei amigo da galera de Recife até hoje, comentou Jarbas.
O apresentador Alexandre Cuba também perguntou a Jarbas sobre a sensação que o convidado tem ao ouvir suas composições na voz de gigantes da música como Gilberto Gil e Chico César. Mariz também comentou sobre as colaborações recentes e históricas com Zé Ramalho.
“Não posso nem dizer definir Gilberto Gil, né? (…) É prazeroso demais, dá uma satisfação grande. Isso é que alimenta a gente, né? Alimenta a alma, a vontade de você compor mais, de criar mais, né? Chico César é um parceiro, um grande parceiro lá de João Pessoa, que a gente se conhece e trabalha junto e tem músicas novas. (…) O Zé Ramalho também, que é parceiro meu de muito tempo de de antigamente, e agora eu tive prazer de ele cantar comigo também no meu disco. Isso é muito bacana, bicho. É muito bacana”, afirma Jarbas Mariz.
🎬 O episódio completo está disponível no canal da Alvarenga TV. O programa Arteculando é exibido ao vivo semanalmente toda segunda-feira às 19h no canal do YouTube da emissora. Assista abaixo.

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